O Dia do Professor está longe – 15 de outubro -, mas a educação está sempre em debate. Há polêmicas pela onipresença da tecnologia que atinge todos os segmentos. A inteligência artificial (IA) turbinou o uso de ferramentas digitais e plataformas modernas.
Tive convites para lecionar, mas não tenho paciência para ficar à frente de marmanjos que, em vez de interagir com o professor, não desgrudam do celular, notebook ou tablet. A vida escolar deixou lembranças inesquecíveis de mestres que até hoje inspiram. Tive uma professora no ensino médio (à época segundo grau) cujo passatempo era nos provocar e desafiar. Éramos adolescentes com muita energia para contestar, reclamar e contrariar.
Na faculdade tive um profissional único, jornalista reconhecido nacionalmente. Em vez de despejar conteúdos, contava histórias de redação de jornal, episódios humanos e coberturas que ensinavam um profissional de comunicação a se comportar. Dentro e fora da profissão.
Tive o privilégio de ter ao menos duas mulheres da minha família como educadoras com brilhantismo. Uma delas é a minha irmã, aposentada, que dedicou décadas à vocação.
Tenho o grande orgulho de ver a filha Laura dedicada a este sacerdócio com especialidade no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela está em fase final da formação. A preocupação, a busca pela excelência e a doação comprovam o acerto na escolha da profissão. Longe de mim rejeitar a modernidade, mas o fator humano na educação é insubstituível!