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OPINIÃO

O massacre do trânsito

O caos do trânsito é tamanho que a OMS considera o fenômeno problema de saúde pública

Gilberto Jasper - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 22/04/2026 às 12h:33 Última atualização: 22/04/2026 às 12h:33
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Em 2025, 1.540 pessoas morreram no trânsito gaúcho. A perda de um ente querido em um acidente é uma dor imensurável com sequelas eternas.

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A sucessão de irresponsabilidade desencadeou um morticínio cuja escalada não para de crescer. Bolsonaro mandou desativar radares, pardais e caetanos das rodovias federais. Também ampliou o limite de pontos até a perda da CNH e aumentou o prazo para renovação do documento.

Lula não ficou atrás. “Flexibilizando” a obtenção da CNH alegando taxas absurdas, o que é verdade. Mas as facilidades para a obtenção da carteira beiram o absurdo. Voltamos à época onde pais e amigos ensinavam a dirigir em estradas de pouco movimento, além de dispensar o teste de baliza.

A proliferação de motos elétricas e patinetes aumenta os riscos de acidentes. No verão, comunidades litorâneas viram, estarrecidas, absurdos. Jovens e até crianças pilotaram patinetes. Adultos irresponsáveis dirigiram motos elétricas. São veículos rápidos e silenciosos, somados à irresponsabilidade, alta velocidade e álcool.

Em 2025, as rodovias federais registraram 6.044 mortes em mais de 70 mil acidentes. O caos do trânsito é tamanho que a OMS considera o fenômeno problema de saúde pública. Os gastos destas ocorrências, somados à dor e ao luto, são inestimáveis. O Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade fala em “fragilidade do atual sistema de segurança viário”. Mas o fator humano é decisivo.

No RS, apesar do marketing massivo, ostentamos o status de um dos Estados com menor quilometragem de rodovias duplicadas. Nada é tão ruim que não possa piorar.

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