No próximo domingo, 28 de junho, solenidade de São Pedro e São Paulo, celebraremos o Dia do Papa. A passagem de Mt 16,13-19 ajuda a entender a missão desse homem que deve confirmar os irmãos e irmãs; também nos faz entender por que tantos o amam, outros o odeiam e perseguem. Suas palavras e atitudes nos dizem quem é Jesus e como viver a coerência da fé. Uma vez que Jesus é um divisor de águas, a comunhão com o Papa, na proclamação de Jesus Messias, divide as águas.
“Quem dizes que eu sou?”. Quem escolheu seguir Jesus procura entender, em seu íntimo, o que significa a pessoa e a vida dele, e interpretar ou mostrar isso em sua vida prática
Ao perguntar sobre o que os outros diziam, as respostas pareciam não mostrar muita convicção. Porém, do seu grupo, Jesus queria algo mais claro e autêntico. Foi então que a voz de Pedro se fez ouvir: “Senhor, tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!”
A resposta de Pedro é algo totalmente novo, diferente, nunca ouvido antes. Pedro fez soar uma outra voz, capaz de mudar os rumos, de romper com as ideias já existentes, introduzindo uma novidade; fez ouvir palavras nunca ditas. Pedro arriscou-se, foi ousado, deu uma opinião que não era da maioria.
De fato, não havia consenso em torno de Jesus. Pedro, porém, assume uma posição que o deixa sozinho no seu tempo. Torna-se uma voz solitária, uma voz em risco, uma voz que irá sofrer pela enormidade da resposta: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. O que Pedro diz numa aldeiazinha, Paulo vai gritar nos areópagos do mundo.
Ao Papa, saúde, forças, coragem, lucidez e alegria!