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OPINIÃO

Palha de aço na antena

Foi assim que [...] tivemos contato visual com a equipe considerada a mais perfeita de todos os tempos: a seleção brasileira de 1970

Mauro Blankenheim - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 02/06/2026 às 13h:15 Última atualização: 02/06/2026 às 13h:16
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Quem imaginaria aos 16 anos poder assistir a uma Copa do Mundo ao vivo pela TV? Ainda que em preto e branco, a mesma Copa que até então só podia ser ouvida. Foi assim que, com o Bombril na antena e os televisores de tubo, tivemos contato visual com a equipe considerada a mais perfeita de todos os tempos: a seleção brasileira de 1970. Nem mesmo como em 2022, um time reunia tantos astros, a começar pelo principal deles: o Rei Pelé.

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Afinal eram Rivellino, Gérson, Jairzinho, Tostão e Carlos Alberto, eleito pela Fifa o maior lateral-direito de todos os tempos. No banco, que era mesmo um simples banco, outro incomparável: Zagallo, o homem das 13 letras. Na reserva, uma reserva técnica de luxo: Paulo Cezar Caju, um dos mais politizados e políticos atletas da história do futebol brasileiro. Do meio para trás, um dos maiores número 5 que vi jogar: Clodoaldo, o Corró.

Desde então, algumas regras mudaram e a preparação física, aliada à tecnologia, transmutou a índole do futebol. O esporte se transformou em um grande negócio do entretenimento. Ser campeão se torna uma tarefa cada vez mais difícil. É preciso cada vez mais ser eficiente fora de campo para ganhar espaço dentro de campo. Nem sempre os melhores ganham, senão os mais organizados e bem planejados. Vejam o exemplo da perfeição alcançado pela Alemanha em 2014. Até uma camisa com as cores do Flamengo contou na ambientação do grupo no Brasil.

Assim, a vinda de Carlo Ancelotti deve, em tese, somar para a gente. O técnico multicampeão com certeza eliminará alguns puxadinhos e transformará a CBF em algo mais profissional.

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