Certo dia, Jesus disse aos seus seguidores: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Quanta delicadeza e respeito! “Se me amais”. Nenhuma imposição. A atitude de Jesus é a de um homem livre, humilde, confiante, paciente e frágil. Nenhum constrangimento: pode-se aderir ou recusar com total liberdade.
Jesus, homem livre, palavra libertadora. “Se me amais, guardareis”. Jesus não impõe. Não diz: “Deveis observar!”. Não se trata de um decreto ou de mais uma ordem, mas de uma constatação: é assim. Amar sintetiza e assume todos os mandamentos.
Quando alguém ama de verdade, acontecem maravilhas. Todos nós sabemos disso por experiência: as ações ficam carregadas de energia alegre, de um novo calor, de uma intensidade inesperada. As disposições para o trabalho ganham impulso, plenitude, facilidade, como o desabrochar espontâneo de uma flor.
“Guardareis”, diz Jesus. Guardareis o quê? “Os meus mandamentos”. O acento deve ser colocado em “meus”, como se Jesus dissesse: os meus, aqueles que eu vos dei. Jesus diz “meus” não no sentido de serem impostos por Ele, mas por serem vividos por Ele, por serem a vida dEle. Aqui Ele não fala dos Dez Mandamentos, mas da sua vida, da sua prática, do seu exemplo. Jesus quer dizer: se tu me amas, tu te tornas como Eu.
Amar transforma; transforma a pessoa naquilo que ela ama; ela se torna aquilo que deseja. Amando a Jesus, temos a grande possibilidade de nos transformar nEle, de sermos como Ele: livres, mansos, pacificados, reconciliados, satisfeitos, de bons relacionamentos, capazes de experimentar a beleza da vida.
Às nossas Mães, no seu Dia, nossa homenagem.