Gandhi afirmou que “um homem não vale aquilo que vale a sua inteligência, mas aquilo que vale o seu coração”. Isso ajuda a entender Jesus e o seu modo tão desconcertante e, ao mesmo tempo, tão edificante de agir.
O Filho de Deus faz-se o primeiro dos pequenos: nasce de gente pobre, num estábulo, não detém qualquer poder e a sua revolução tem lugar no coração das pessoas. Por ter procurado a pequenez, a simplicidade de coração, Francisco de Assis tornou-se o homem universal, o santo amado por todos.
“Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Jesus não vem com obrigações e proibições, mas com o coração transbordando de paz. Jesus não traz novos preceitos, mas uma promessa: o Reino de Deus já começou, e é alegria e paz no Espírito.
“Se te deixares encher da paz do Senhor”, dizia alguém, “mediante o repouso e a paz do teu coração, dezenas, milhares de pessoas à tua volta serão reconfortadas, encontrarão repouso”.
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” Aprendei do meu coração. Para aprender Cristo, temos de assimilar o seu coração, o seu modo de amar. O mestre é o coração.
A paz a gente aprende, a plenitude da vida se aprende, aprende-se a viver aprendendo a conhecer o coração de Deus. E a escola é a vida de Jesus, esse homem sem poderes, mas com caráter de rei, livre e leve como o vento e a luz, que nada e ninguém jamais conseguiu comprar ou dobrar.
Aprendei do meu modo de amar sem arrogância e sem violência. O amor manso e humilde é próprio de uma criatura em paz, a única em condições de construir o reino que Jesus nos trouxe.