Ah, esse exercício diário de se conhecer, tentar definir o outro e no meio disso tudo viver! Sigo acreditando que seria tão mais fácil se existissem “bulas” com a descrição das pessoas, em tempo real. Em quais circunstâncias se enquadrariam melhor? Quais indicações de “doses” para cada conflito? Existem possíveis contraindicações? Pouparia tanto ir e vir. Aprenderíamos, com mais eficiência, a nos relacionar com uns e a sobreviver sem outros.
Pois a vida nos apresenta, pelo caminho, pessoas tóxicas e também medicinais. E para isso não temos vacina, pois todas contribuem para um aprendizado. A vida vai te ensinando quem sim, quem não e quem nunca. Afinal, uns nos tiram o sono e outros nos devolvem os sonhos.
Quem é tóxico, nem sempre se percebe ou deseja estar nesta condição. As escolhas erradas, os caminhos tortos, os embates vão moldando as pessoas e quando se vê, estão assim. Sem brilho, sem empatia, sem verdades, sem afetos genuínos, sem… E vamos, sem querer, cruzando com elas pela vida.
Em contrapartida, tem gente que mal sabe, mas que faz um bem danado. Aquela que com uma simples conversa, já melhora o nosso dia. Afinal, a pessoa que te motiva a ser melhor, já é alguém que vale a pena manter por perto.
Em tempos tão áridos, seja a pessoa que torna a caminhada mais significativa, pela companhia, pelo apoio, pelo carinho, pelo “frio na barriga”. Seja luz, por onde passar. Crie laços e faça a diferença. No final de tudo, é isso que ficará. O resto passa e não soma. É “perfumaria”.