Saudade e saudosismo. Não sei a diferença. Por isso, apelei à inteligência artificial, filha mais nova do “Tio Google”, que revelou o seguinte: saudade é a lembrança afetiva, o sentimento que surge ao recordar momentos, lugares ou pessoas queridas. A saudade é vista como um sentimento de passagem. Ela permite reviver o passado com carinho enquanto se continua a viver o presente. Já saudosismo é quando o passado passa a ser o foco principal de existência. O saudosista costuma achar que “o passado sempre foi melhor” e sofre por não conseguir revivê-lo, o que muitas vezes causa insatisfação com o momento atual. Já contei aqui que ultimamente me ocupo na tarefa de reencontrar antigos afetos e amizade e de reaquecer parcerias perdidas no tempo.
Com frequência sou convocado a participar de campanhas para angariar recursos, quase sempre para tratamentos de saúde por iniciativa dos filhos. Estas ocasiões levam à reflexão dos cuidados com a saúde, preocupação com o futuro, a falta de assistência à velhice e desafios das famílias.
A longevidade tem sido um dos orgulhos da medicina atual e principalmente para nós, gaúchos, que ostentamos índices impressionantes neste quesito. Veranópolis, na Serra gaúcha, é a Capital Brasileira da Longevidade, mas os desafios decorrentes desta moderna tendência exigem adaptações.
Tenho, sim, saudade de muitas coisas “dos velhos tempos”, mas convivo sem revanchismo com as novidades, por exemplo, da tecnologia. Tudo, é claro, com a devida parcimônia. O bom senso, sempre, está no equilíbrio, jamais nos extremos. Cada tempo tem suas benesses e obsoletismos.