O Bom Pastor chama suas ovelhas pelo nome. Somos nós suas ovelhas que ele conhece. Ele sabe de que grandezas e de que ninharias somos capazes. Sabe por que nosso coração bate e por que se amedronta. Ele, mesmo assim, não nos julga. Chama a você e a mim, cada um pelo seu nome. Pronuncia nosso nome com afeto e intimidade, como mais ninguém sabe fazer. Foi assim quando Ele disse “Maria”, que ela, Maria Madalena, o reconheceu na manhã da Ressurreição. E com que afeto e amor ela exclamou: “Mestre!”
Somos “carentes”. Só Ele sabe responder e preencher esse vazio profundo. Por isso diz: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Ele nos dá vida em abundância. Não só o mínimo de vida necessária, aquele alento mínimo sem o qual não se consegue viver. Mas a vida abundante, exuberante, magnífica, a vida que rompe as barreiras e que se alastra transbordante.
A vocação última de cada um de nós é tornarmo-nos filhos e filhas de Deus. Não existe palavra que contenha mais vida em si, do que tornar-se filho ou filha de Deus; não da carne nem do sangue, mas gerados por Deus, como diz São João.
O Bom Pastor “caminha à frente” de suas ovelhas. Não é um pastor de retaguarda. Não é um pastor que persegue, que empurra, que ralha para fazer que o sigam. É um pastor que precede, que seduz com o seu caminhar, que fascina com o seu exemplo. É pastor de futuro, que cultiva, que protege meu anseio de criar coisas novas. E se eu paro, ele senta e me espera sorridente.
O próximo domingo será o Domingo do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações.