Tenho escrito muito sobre amigos e a importância de rever velhos afetos. Coisas que fazem bem ao coração e à alma. Tenho provocado eventos para rever colegas de escola e trabalho, personagens importantes da vida.
Uma amiga de décadas chamou-me a atenção sobre o fenômeno contrário. Esta dileta colega de profissão sabe do que fala. Por muitos anos, ela ocupou cargos de liderança na comunicação de entidades de relevo no Estado.
Recentemente, ela foi demitida e sente a mudança de comportamento de muitos “amigos”, verdadeiros admiradores de outrora.
Algumas destas pessoas, inclusive, viram a cara quando me enxergam. Antes, viviam mandando mensagens, cumprimentando por conquistas profissionais, pelos aniversários, passagem do Natal e ano-novo – compara.
A competição tem sido cada vez mais estimulada em todos os segmentos de atividade. Estratégias para iludir, enganar e lograr pessoas – basicamente concorrentes – são temas de seminários e até cursos EAD. Por isso, não é de estranhar a proliferação da legião de “mal agradecidos” que, quando necessário, bajulam sem limites para atingir seus objetivos.
Depressão e solidão têm liderado as estatísticas de principais males do mundo moderno. Parte deste fenômeno deve-se ao mundo competitivo, profissional e pessoal, fruto do consumismo, da ostentação e da busca incansável pela celebridade. Para atingir seus objetivos, as pessoas parecem cada vez menos preocupadas com o bem-estar alheio. Sucesso a qualquer custo, mesmo que isso signifique ignorar o sofrimento dos outros, é visto como impositivo para ser visto como um vencedor.