Os escândalos no Brasil só chamam a atenção quando o autor, ou autores, conseguem passar a marca do bilhão de reais. Meio bilhão, ou seja, R$ 500 milhões, é a fortuna de que dispõem, segundo a IA, cerca de 300 pessoas no Brasil, aproximadamente 0,00015% da população. Para lembrar, auditorias e investigações envolvendo as irregularidades bilionárias do Banco Master, através do dono, Daniel Vorcaro, chegam a quase R$ 50 bilhões. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, é a pessoa mais rica do Brasil, com uma fortuna avaliada em R$ 40 bilhões.
Festas de arromba no exterior, vida extravagante, casas luxuosas, presentes caros, frota de jatos, eram despesas diárias que tinham custo elevado. Mais elevado ainda o custo para pagar bancas de advogados, ligadas a ministros de tribunais superiores, como o STF e Alexandre de Moraes. Dinheiro em espécie ou presentes vultuosos para senadores, deputados federais, diretores de banco e outros servidores públicos, devem ter levado boa parcela desta vida de ostentação e corrupção.
O problema para Daniel Vorcaro, dono do Master, que, como vocês lembram, alertado por um comparsa, foi preso ao embarcar em um avião seu, para fugir da PF para o exterior. Não obstante suas grandes amizades, sua única possibilidade de garantir parte do dinheiro que escondeu no exterior, e uma prisão pequena e confortável, está em denunciar, ou delatar, seus comparsas, aquela gente enumerada acima. E isso tem um custo: sua vida. Seu homem de confiança devem ter suicidado. É um alerta permanente em sua cabeça. Há pouco ficou doente. De que? Melhor que sua história de vida, nem série policial da Netflix. Ou delata logo, ou deletam ele.