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OPINIÃO

Zoosadismo

Colocava um saltão de plataforma e pisava fortemente nos animais, esmagando-os completamente

Gabriela Streb - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 02/06/2026 às 13h:18 Última atualização: 02/06/2026 às 13h:19
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Penso que já vimos de tudo e nada mais vai nos surpreender. Infelizmente, me engano no passar de dois ou três dias. O ser humano é criativo, não só para o bem. Desta vez uma mulher presa em São Paulo que fazia vídeos esmagando pintinhos, coelhos e gatos.

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Colocava um saltão de plataforma e pisava fortemente nos animais, esmagando-os completamente. Tudo isso parece absurdo, mais ainda pelo fato dela filmar sua matança e vender cada vídeo entre 20 e 50 euros para a Europa.

A investigação começou porque uma ONG da Bulgária delatou os tais vídeos e a tatuagem na perna a identificou.

Alguns vão dizer que ela é doente, talvez sádica. A discussão vai além. Isso é mercado porque tem quem produza e quem compre. Existe um comércio desse tipo de material tal qual a pedofilia.

Por aqui, não sei se é porque cada vez as informações são mais rápidas ou porque prolifera esse tipo de conduta, a exemplo de uma ex-secretária de um município próximo que promoveu a eutanásia de diversos animais e ainda fazendo campanha buscando dinheiro para o bem-estar deles.

Aves silvestres apreendidas, canis clandestinos com maus tratos e insalubres fechados e por aí vai.
No direito, estudamos transtornos mentais tais como necrofilia – praticar sexo com cadáveres – que é um tipo de parafilia, igual ao zoosadismo. Ter um transtorno não é passe livre e diagnóstico explica, mas não absolve, como diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva a quem indico seguir. O transtorno, quando praticado, também é crime e punível.

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