Os Correios deram início à venda de imóveis que faz parte do plano de reestruturação para ajudar a conter a grave crise financeira da estatal. A expectativa é de arrecadar até R$ 1,5 bilhão neste ano, segundo comunicado oficial divulgado na sexta-feira (6).
O foco inicial é se desfazer de imóveis que estão sem uso. Nesta primeira leva, serão oferecidas ao mercado 21 unidades, entre prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais.

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Os primeiros leilões serão nos dias 12 e 26 de fevereiro, em certames digitais, abertos a pessoas físicas e jurídicas.
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Na relação, há imóveis bastante deteriorados. É o caso de um prédio comercial situado no Centro de São Paulo, vizinho da região onde a Cracolândia funcionou por anos. As fotos no site dos Correios mostram instalações abandonadas, lajes com lixo acumulado e fachada pichada. O lance mínimo ali é de R$ 7 milhões.
Também consta na relação um terreno e área construída de 261,59 m2 na Avenida Guido Mondin, 396, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. Mais informações podem ser obtidas no site imovelcorreios.com.br.
Mas há também imóveis que devem atrair investidores e empresários. A lista tem um prédio comercial de oito andares em Belo Horizonte, que aceita lances a partir de R$ 8,3 milhões. O imóvel está no bairro Floresta, um dos mais antigos da capital mineira. Outro imóvel é um apartamento residencial na Barra, um dos mais valorizados de Salvador. O lance ali parte de R$ 524 mil.
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Os Correios têm cerca de 2,3 mil imóveis espalhados pelo País, contando lojas, centros de distribuição e escritórios, entre outras unidades para dar suporte à extensa rede de entrega de correspondências e mercadorias em todo o País. Desse total, ao menos 60 a 70 unidades estão ociosas.
No comunicado oficial, a direção dos Correios afirmou que segue focada na implementação do plano de reestruturação, que envolve ações coordenadas de curto, médio e longo prazos para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, ampliar a eficiência operacional e assegurar um futuro sustentável para uma das mais importantes empresas públicas do País.