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ANÁLISE

A fúria do tornado: Confira o que dizem meteorologistas sobre raro fenômeno que atingiu cidade do Paraná

Rio Bonito do Iguaçu teve quase 90% do território comprometido função da passagem do fenômeno

Nadine Funck
Publicado em: 09/11/2025 às 15h:47
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O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, cidade a 400 quilômetros de Curitiba, capital do Paraná, pode ter sido um fenômeno raro visto no Brasil. Foi no fim da tarde de sexta-feira (7) que o violento vendaval deixou mais de 750 pessoas feridas e seis mortos confirmados, entre eles, uma adolescente de 14 anos.

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Tornado em Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, no dia 7 de novembro de 2025 | abc+



Tornado em Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, no dia 7 de novembro de 2025

Foto: Jonathan Campos/AEN

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A avaliação da MetSul Meteorologia, publicada neste domingo (9), indica que o município possa ter sido atingido por um “wedge tornado” – tornado de cunha –, termo informal usado por caçadores de tempestades para descrever tornados mais largos do que altos, com uma base visualmente muito intensa.

O portal de meteorologista pontua, contudo, que, “tecnicamente, nenhum tornado é realmente mais largo do que alto — já que a circulação se estende por até 10 a 12 quilômetros dentro da nuvem —, mas a parte visível abaixo da base da tempestade pode dar essa impressão”. Dados do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) mostram que apenas um em casa dois mil tornados possuem mais de 1,6 quilômetro de diâmetro.

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Mais raro do que um “”wedge tornado” são os “megawedge”, com largura superior a 2,4 quilômetros. Apenas 30 casos desta magnitude foram registrado de cerca de 84 mil tornados. O maior foi registrado em El Reno, Oklahoma, no dia 31 de maio de 2013, quando o fenômeno teve 4,2 quilômetros de diâmetro.

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Escala do tornado

A Escala Fujita Aprimorada, ou Escala EF, é usada para atribuir uma classificação a um tornado com base nas velocidades estimadas do vento e nos danos associados.

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Segundo a MetSul, quando os danos causados por um tornado são analisados, eles são comparados a uma lista de Indicadores de danos (Damage Indicators – DIs) e Graus de Dano (Degrees of Damage – DoD), o que ajuda a estimar melhor a faixa de velocidade dos ventos provavelmente produzidos pelo tornado. A partir disso, é atribuída uma classificação de EF0 a EF5.

Tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná | abc+



Tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná

Foto: RS/Fotos Públicas

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“A classificação da intensidade de um tornado, portanto, é uma questão complexa e por demais intricada que não pode ser feita horas depois do fato sem extensa avaliação de campo dos danos e estudos forenses de classificação de danos a partir de critérios objetivos estabelecidos”, explica o portal de meteorologia.

Na avaliação dos meteorologistas, e a partir de uma análise preliminar com base em uma centena de fotos e dezenas de vídeos em terra e feitos do ar por drone, estima-se que o tornado de Rio Bonito do Iguaçu deve ser classificado no limite superior da categoria EF3, ou mesmo na categoria F4, com vento em 3 segundos entre 250 km/h e 300 km/h.

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