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POLÍTICA

"A Justiça é cega, mas não é tola", diz Moraes ao decretar prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro disse que ex-presidente descumpriu medidas cautelares

Publicado em: 04/08/2025 às 19h:06 Última atualização: 04/08/2025 às 19h:06
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (4), ao decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que “a Justiça não permitirá que um réu a faça de tola”. E voltou a citar uma expressão já usada no mesmo processo: “A Justiça é cega, mas não é tola”.

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Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro | abc+



Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro

Foto: Montagem sobre fotos / Ton Molina / STF

“Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico. A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares – pela segunda vez – deve sofrer as consequências legais”, escreveu o magistrado.

No último dia 24, Moraes havia afirmado que “a Justiça é cega, mas não é tola” ao considerar uma “irregularidade isolada” o descumprimento de uma medida cautelar por parte de Bolsonaro e descartar sua prisão preventiva.

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PF foi à casa de Bolsonaro

O ministro determinou o confisco de quaisquer celulares de posse do ex-presidente. A Polícia Federal foi enviada à casa de Bolsonaro para cumprir a decisão, após Moraes concluir que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas inicialmente.

Como mostrou o Estadão no último domingo, 3, durante a manifestação realizada na Avenida Paulista, o ex-presidente discursou por meio de um contato pelo telefone com o filho Flávio Bolsonaro, que publicou o discurso nas redes. Depois, Flávio apagou o vídeo. Moraes havia determinado que Bolsonaro não poderia usar as redes, mesmo por meio de terceiros.

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