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CRUELDADE

Adolescentes suspeitos de matar cão Orelha já tinham tentado afogar outro cachorro, diz polícia

Segundo investigações, Caramelo, que também era um cão comunitário na região da Praia Brava, teria sofrido tentativa de afogamento pelo mesmo grupo no início do mês, mas conseguiu escapar

Publicado em: 27/01/2026 às 22h:06 Última atualização: 27/01/2026 às 22h:06
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Os quatro adolescentes apontados como os agressores do cãozinho Orelha, que morreu em Santa Catarina após passar por um procedimento de eutanásia em razão dos ferimentos, já teriam tentado afogar outro cachorro comunitário no início deste mês, apontam as investigações da Polícia Civil catarinense.

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O cachorro Caramelo, também um cão comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis | abc+



O cachorro Caramelo, também um cão comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis

Foto: Reprodução/Instagram via @delegadoulisses

Assim como as agressões contra Orelha, o crime contra Caramelo teria acontecido na Praia Brava, em Florianópolis. Os adolescentes tentaram afogar o animal no mar – o cão conseguiu escapar. As agressões foram gravadas por câmeras de monitoramento.

Posteriormente, Caramelo foi encontrado em bom estado de saúde e acabou sendo adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, que está à frente das investigações sobre a morte de Orelha.

“Viva, o Caramelo da Brava está vivo. Tentaram afogá-lo. Como o Mirolho (outro cachorro do delegado-geral), que foi adotado, é um sobrevivente”, disse Ulisses Gabriel nas suas redes sociais.

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Morte do cãozinho Orelha

Orelha tinha 10 anos de idade e era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, na capital catarinense. Neste mês, ele foi encontrado machucado, agonizando, e morreu durante um atendimento veterinário que buscava reverter o quadro clínico provocado pelas agressões.

A Polícia Civil soube do caso no dia 16 de janeiro. As investigações identificaram ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte – parte das agressões se concentraram na cabeça no animal.

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O caso levou à abertura de dois inquéritos: um para investigar a morte do animal e outro pelo crime de coação. Conforme a polícia, parentes dos adolescentes estariam coagindo pessoas que testemunharam o caso. Por esse motivo, três pessoas – todas elas, adultos – foram indiciadas. Os nomes não foram revelados pelos delegados e, por isso, não foi possível localizar as defesas.

Na última segunda-feira, 26, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.

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Dois dos adolescentes apontados como os agressores de Orelha estão em viagem para os Estados Unidos. Segundo o delegado-geral, Ulisses Gabriel, o passeio já estava programado e eles devem retornar ao Brasil na semana que vem.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente, também acompanha o caso.

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