Um Boeing 737 da Gol Linhas Aéreas e um Embraer E195 da Azul voaram a apenas 22 metros de distância durante operações no Aeroporto de Congonhas. O incidente ocorreu na manhã de quinta-feira (30). O avião da Gol pousava enquanto a aeronave da Azul decolava. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para investigar a ocorrência.
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Foto: Reprodução/Redes sociais
A torre de controle autorizou o Embraer E195 da Azul a alinhar e decolar. Ao mesmo tempo, o Boeing 737 da Gol fazia aproximação e aguardava autorização de pouso. A aeronave da Azul demorou a decolar. O controlador de tráfego decidiu abortar a partida e solicitou que o avião da Gol arremetesse.
A aeronave da Azul prosseguiu para a decolagem. O avião da Gol iniciou a arremetida. O controlador instruiu então o avião da Gol a fazer uma curva à direita e se manter a 5.500 pés. Os pilotos alertaram a torre de controle sobre o disparo do Sistema de Alerta de Tráfego e Prevenção de Colisão (TCAS), conforme informações divulgadas pelo Estadão.
Falha de comunicação
O controlador de tráfego aéreo explicou a situação. “Infelizmente a aeronave demorou a decolar e saiu da escuta antes de ter decolado, então tive que iniciar a aproximação e mandar a manobra para chamar o controle”, informou o controlador. A comunicação foi transmitida pelo canal do Youtube Golf Oscar Romeu.
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O especialista em aviação Lito Sousa, que mantém o canal Aviões e Músicas no YouTube, comentou o caso no X. “A primeira camada de segurança furou, com a falha de comunicação com o Azul. A segunda camada funcionou com a consciência do controlador. E a terceira camada também funcionou com o alerta do TCAS a bordo das aeronaves. Apesar de ter dado tudo certo, eventos assim são investigados para entender o porquê da perda de separação”, informou Lito.
O evento envolveu tripulações e passageiros de duas aeronaves comerciais. O voo da Azul era o AD6408, com rota Congonhas-Confins.
Investigação
A FAB informou que investigadores do Cenipa realizaram a ação inicial. Durante esse procedimento, os investigadores “aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, diz a FAB.

Foto: Reprodução/FlightRadar24
A Gol informou em nota que o pouso “ocorreu em segurança, dentro do horário programado”. A companhia afirmou que está colaborando integralmente com o Cenipa na apuração do fato. A empresa reforçou que “as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da Gol”.
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A Azul informou que o voo em questão, AD6408 (Congonhas-Confins), “seguiu os procedimentos operacionais previstos para a decolagem do aeroporto paulistano”. A companhia aérea destacou que “a segurança é seu valor primordial, e que as suas operações são conduzidas de acordo com protocolos e regulamentações vigentes”. A Azul também afirmou que está à disposição para colaborar com o Cenipa.