O ato de uma deputada do PL gerou polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira (18). Em protesto à nomeação de Erika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa da Mulher na Câmara dos Deputados, a deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro pintou o rosto de marrom durante sessão na Alesp. [Veja vídeo no fim da reportagem]
A parlamentar alegou fazer um “experimento social” ao questionar identidade racial enquanto se pintava. A atitude de Fabiana foi considerada pela colega de tribuna Monica Seixas (PSOL-SP) como blackface. Mas qual a origem da palavra e o que significa?
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Foto: Reprodução
Origem da prática nos Estados Unidos
A prática do blackface tem origem estimada em 1830, nos Estados Unidos. O período marcava a transição entre escravidão e abolição da escravatura. O termo vem do inglês, onde “black” significa “negro” e “face” significa “rosto”. A técnica consiste na pintura da pele com tinta escura.
No século 19, atores brancos pintavam os rostos de preto em espetáculos humorísticos. Eles se comportavam de forma exagerada para ilustrar comportamentos que os brancos associavam aos negros. As personagens criadas não tinham características positivas: falavam errado, eram mal caráter, preguiçosas, atrapalhadas, sexualizadas, violentas e animalescas.
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A prática surgiu numa época em que os negros nem eram autorizados a subir nos palcos e atuar, por causa da cor da pele. Pessoas negras eram ridicularizadas para o entretenimento de brancos através do blackface. Estereótipos negativos vinham associados às piadas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.
A prática continuou em programas de TV e no teatro por boa parte do século 20. O blackface chegou a se tornar um gênero de teatro próprio.
O ato se estabeleceu como estratégia presente em sociedades racistas para negar cidadania e segregar populações não brancas.
*Com informações do g1