Um ciclone formado no fim de semana na costa do Sudeste do Brasil e que migrou em direção ao Sul segue atuando no Atlântico Sul. O sistema apresenta comportamento incomum ao permanecer praticamente na mesma área por cerca de cinco dias, ainda que não seja considerado intenso ou represente risco ao território brasileiro.
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Foto: MetSul
“O ciclone permanece quase estacionário por vários dias seguidos no Atlântico Sul na altura da costa brasileira em comportamento bastante incomum”, disse o meteorologista da MetSul Luiz F. Nachtigall.
O principal impacto do ciclone é o transporte de umidade, que contribui para a instabilidade em estados do Centro-Oeste e do Sudeste do País. O campo de vento mais intenso está em alto-mar, onde, no início da semana, rajadas chegaram a superar 100 km/h, ainda sem oferecer risco ao continente.
O sistema também gerou debate entre meteorologistas sobre sua classificação. Em alguns momentos, indicativos apontavam características subtropicais ou até tropicais, o que poderia levar à nomeação como “Endy”. No entanto, a Marinha do Brasil considerou o sistema como extratropical, padrão mais comum na região.
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O comportamento do ciclone chama atenção por fugir do padrão habitual. Normalmente, sistemas desse tipo se deslocam rapidamente para leste ou sudeste, se afastando da costa. Neste caso, o centro de baixa pressão permaneceu por vários dias praticamente estacionário.
A explicação para essa permanência está na atuação de um centro de alta pressão ao Sul e Sudeste do ciclone, que bloqueou o deslocamento do sistema.
Esse cenário, porém, deve mudar nos próximos dias com a aproximação de uma frente fria, ainda segundo a MetSul. A tendência é que o ciclone perca força e se dissipe até o fim da semana no Atlântico Sul, encerrando o período em que permaneceu na mesma região.
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