A réplica da Estátua da Liberdade da Havan que caiu em Guaíba nesta segunda-feira (15) mede 24 metros de altura, sem contar sua base de 11 metros. Fabricada em fibra de vidro por uma empresa de Camboriú, Santa Catarina, a estrutura desabou devido a fortes ventos que atingiram a região metropolitana de Porto Alegre no início da semana.
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Foto: Reprodução
A história dessas réplicas tem uma origem curiosa, registrada no próprio site da Havan. Segundo a empresa, a ideia surgiu em 1995, quando um menino de apenas sete anos, chamado Rafain, de Brusque, sugeriu a Luciano Hang que uma Estátua da Liberdade fosse colocada em frente à loja, que já tinha como inspiração arquitetônica a Casa Branca.
A proposta foi aceita e, naquele mesmo ano, a primeira estátua foi inaugurada na unidade. Desde então, o monumento se tornou marca registrada da rede e passou a ser instalado em diversas unidades pelo País.
O padrão de altura estabelecido para as réplicas é de cerca 37 metros, mas há exceções. Em Barra Velha, por exemplo, a estátua alcança 57 metros, sendo considerada a maior do Brasil.
O processo de fabricação dessas réplicas leva entre 25 e 30 dias, envolvendo seis empresas diferentes. Atualmente, existem pelo menos 70 estátuas semelhantes instaladas em lojas da rede pelo Brasil.
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Queda em Guaíba
O incidente em Guaíba ocorreu em meio a um alerta vermelho da Defesa Civil do Rio Grande do Sul para tempestades e ventos intensos, que chegaram a ultrapassar os 90 km/h na região metropolitana da capital. A cena chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam pelo local, rapidamente compartilhada em redes sociais.
Em nota enviada a reportagem de ABCmais, a Havan informou que não houve feridos nem prejuízos a terceiros. A área foi isolada para garantir a segurança, e equipes técnicas foram acionadas para iniciar os trabalhos de retirada da estrutura.
A empresa destacou ainda que todas as estátuas instaladas em suas lojas possuem Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). No caso de Guaíba, a réplica estava presente desde a inauguração da filial, em 2020.
A companhia reforçou que “a prioridade é a segurança de clientes, colaboradores e da comunidade. Será realizada uma vistoria técnica para apurar as causas do incidente e definir as próximas medidas”.
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Incêndios
Recentemente, também houve casos de estátuas incendiadas. A última ocasião foi em Petrolina, Pernambuco, em 23 de setembro. As câmeras de monitoramento da loja registraram o exato momento em que uma dupla chegou ao local, por volta das 2 horas, e ateou fogo ao monumento.
O Corpo de Bombeiros foi acionado aproximadamente uma hora depois, às 3h14, quando as chamas já haviam se espalhado para um terreno ao lado do estabelecimento comercial.
Na ocasião, Luciano Hang usou as redes sociais e disse que esta é a terceira vez que colocam fogo nas estátuas da rede. Segundo a postagem, a mesma situação já aconteceu em São Carlos (São Paulo) e Porto Velho (Rondônia).

Foto: Redes sociais/Reprodução
O empresário descreveu a ação como “mais um ato de intolerância”: “Muito mais que um ataque ao nosso símbolo, foi um ataque ao que acreditamos: o direito de pensar diferente. Em que sociedade estamos vivendo, onde as pessoas não aceitam o contraditório?”
Hang também criticou a impunidade nos casos anteriores, que não tiveram solução. O post ainda traz o número de telefone 0800-517-0051 para denúncias sobre os criminosos.
Em comunicado oficial sobre o incidente, a Havan afirmou que a empresa “estará junto às autoridades para que as investigações avancem o mais rápido possível e que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados”.

Foto: Divulgação/Havan