Um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal está sendo retirado voluntariamente do mercado consumidor após a identificação de inconformidades sanitárias.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira (3), a resolução que comunica o recolhimento do produto pela fabricante. A mercadoria foi produzida pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda, localizada no município de Luziânia, em Goiás.
A medida preventiva atinge especificamente o lote identificado pelo código LZ1 VAL200127 3 P 200126.
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Foto: Divulgação
De acordo com os dados fornecidos pela própria fabricante, o lote em questão é composto por um total de 374,4 mil garrafas na versão de 500 ml. A distribuição dessas unidades concentrou-se majoritariamente no Distrito Federal, que recebeu pouco mais de 230 mil garrafas, além de municípios vizinhos situados no estado de Goiás, que absorveram cerca de 66,7 mil unidades. O restante do carregamento foi encaminhado para o interior do estado de São Paulo (75,7 mil) e para o Tocantins (1,4 mil).
Presença de bactéria motivou a ação preventiva
A medida de recolhimento voluntário foi iniciada após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.
O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.
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Orientações aos consumidores e recolhimento avançado
Apesar do volume expressivo de unidades fabricadas, a empresa informou que os canais oficiais de atendimento ao cliente não registraram, até o presente momento, nenhuma reclamação ou relato de mal-estar por parte de consumidores associado ao consumo deste lote específico.
Adicionalmente, as informações repassadas pela fabricante à Anvisa indicam que a retirada do produto do circuito comercial avançou rapidamente. A ação emergencial junto às distribuidoras garantiu que aproximadamente 99,2% das garrafas afetadas já tivessem sido recolhidas ou bloqueadas antes mesmo de chegarem às prateleiras dos pontos de venda para o consumidor final.
A orientação explícita para os cidadãos é que verifiquem o rótulo das embalagens de água Crystal de 500 ml sem gás que possuem em suas residências. Caso identifiquem o lote LZ1 VAL 200127, com data de fabricação em 20/01/2026 e validade estabelecida para 20/01/2027, o produto não deve ser consumido.
O comprador deve guardar a embalagem e aguardar a divulgação dos canais de atendimento da empresa para obter instruções detalhadas sobre os procedimentos de devolução e o respectivo reembolso dos valores pagos.
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Continuidade das investigações e fiscalização
A Anvisa reforça que as restrições de comercialização, distribuição e uso se aplicam de forma exclusiva e estrita às unidades pertencentes ao lote citado, não afetando os demais produtos ou outros lotes de água mineral da marca Crystal. A unidade fabril responsável, situada no município goiano a cerca de 60 quilômetros da capital federal, segue operando dentro das normas para as demais linhas de produção.
Paralelamente ao recolhimento, a Mineração Bom Jesus Ltda protocolou a documentação técnica necessária perante a agência reguladora, comprovando a abertura de uma ampla investigação interna para mapear a linha de produção e diagnosticar as causas prováveis do incidente.