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Crystal recolhe lote de água mineral após identificação de bactéria; Anvisa se manifesta

Medida foi tomada após laudo laboratorial detectar presença da bactéria; lote afetado soma mais de 374 mil garrafas.

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 03/06/2026 às 09h:21 Última atualização: 03/06/2026 às 09h:21
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Um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal está sendo retirado voluntariamente do mercado consumidor após a identificação de inconformidades sanitárias.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira (3), a resolução que  comunica o recolhimento do produto pela fabricante. A mercadoria foi produzida pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda, localizada no município de Luziânia, em Goiás.

A medida preventiva atinge especificamente o lote identificado pelo código LZ1 VAL200127 3 P 200126.

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Segundo a empresa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras | abc+



Segundo a empresa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras

Foto: Divulgação

De acordo com os dados fornecidos pela própria fabricante, o lote em questão é composto por um total de 374,4 mil garrafas na versão de 500 ml. A distribuição dessas unidades concentrou-se majoritariamente no Distrito Federal, que recebeu pouco mais de 230 mil garrafas, além de municípios vizinhos situados no estado de Goiás, que absorveram cerca de 66,7 mil unidades. O restante do carregamento foi encaminhado para o interior do estado de São Paulo (75,7 mil) e para o Tocantins (1,4 mil).

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Presença de bactéria motivou a ação preventiva

A medida de recolhimento voluntário foi iniciada após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.

O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.

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Orientações aos consumidores e recolhimento avançado

Apesar do volume expressivo de unidades fabricadas, a empresa informou que os canais oficiais de atendimento ao cliente não registraram, até o presente momento, nenhuma reclamação ou relato de mal-estar por parte de consumidores associado ao consumo deste lote específico.

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Adicionalmente, as informações repassadas pela fabricante à Anvisa indicam que a retirada do produto do circuito comercial avançou rapidamente. A ação emergencial junto às distribuidoras garantiu que aproximadamente 99,2% das garrafas afetadas já tivessem sido recolhidas ou bloqueadas antes mesmo de chegarem às prateleiras dos pontos de venda para o consumidor final.

A orientação explícita para os cidadãos é que verifiquem o rótulo das embalagens de água Crystal de 500 ml sem gás que possuem em suas residências. Caso identifiquem o lote LZ1 VAL 200127, com data de fabricação em 20/01/2026 e validade estabelecida para 20/01/2027, o produto não deve ser consumido.

O comprador deve guardar a embalagem e aguardar a divulgação dos canais de atendimento da empresa para obter instruções detalhadas sobre os procedimentos de devolução e o respectivo reembolso dos valores pagos.

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Continuidade das investigações e fiscalização

A Anvisa reforça que as restrições de comercialização, distribuição e uso se aplicam de forma exclusiva e estrita às unidades pertencentes ao lote citado, não afetando os demais produtos ou outros lotes de água mineral da marca Crystal. A unidade fabril responsável, situada no município goiano a cerca de 60 quilômetros da capital federal, segue operando dentro das normas para as demais linhas de produção.

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Paralelamente ao recolhimento, a Mineração Bom Jesus Ltda protocolou a documentação técnica necessária perante a agência reguladora, comprovando a abertura de uma ampla investigação interna para mapear a linha de produção e diagnosticar as causas prováveis do incidente.

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