Está praticamente definido o avião que será usado pela Seleção Brasileira nos deslocamentos da Copa do Mundo de 2026. A operação ficará a cargo da Azul Linhas Aéreas, que no último dia 10 fechou contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030.
FOTOS: Veja bastidores do amistoso entre Brasil e França nos Estados Unidos

Foto: Divulgação
A informação é do canal “Viajando com o Luiz”, especializado em temas da aviação nacional. Segundo ele, a viagem da delegação brasileira para os Estados Unidos está marcada para o dia 1º de junho. A saída será pelo aeroporto Rio Galeão, no Rio de Janeiro.
O voo será em um Boeing 767-300 com configuração VIP, onde todos os assentos são de classe executiva. O avião não é da frota da companhia aérea. Ele será locado e adesivado com os logos da Azul e da CBF. O tema ainda não foi divulgado.
A viagem entre Brasil e Estados Unidos será em um avião de configuração VIP por conta do contrato entre Azul e CBF. Segundo o canal “Viajando com o Luiz”, o contrato determina que, nesses casos, a aeronave utilizada deve ter pelo menos 60 lugares de classe executiva, volume que não existe na aviação comercial. Normalmente a classe executiva não passa de 30 assentos.
Pelo contrato, a Azul fica encarregada do transporte das seleções masculina, feminina e demais categorias gerenciadas pela CBF. Os voos domésticos e entre países da América do Sul poderão ser realizados em aviões da frota da companhia.
Menos patrocinadores que em 2022
Com a entrada da Azul, a Seleção passa a contar com 11 patrocinadores. As parcerias mais recentes do ciclo que antecede a Copa de 2026 incluem ainda Google (Gemini), iFood, MBRF (Sadia), Uber, Volkswagen. Também patrocinam a equipe as empresas Cimed, Ambev (Guaraná Antarctica), Itaú Unibanco, Nike e Vivo. Na Copa de 2022 o Brasil tinha 19 apoiadores.
Os primeiros aviões da Seleção
A Panair do Brasil foi a primeira companhia a patrocinar e ser a transportadora oficial da Seleção. A parceria foi nas Copas de 1958 (Suécia) e 1962 (Chile). Em ambos os casos, o voo de volta pra casa foi com festa e trazendo a taça.
Em 1958 foi usado um Douglas DC-7 e, em 1962, um Lockheed L-049 Constellation. Os aviões não chegaram a ser estilizados ou personalizados. Ao voltar para o Brasil após a Copa de 62, o Constellation fez passagens baixas por São Paulo. Havia 106 pessoas a bordo do avião de quatro motores.
Varig, Varig, Varig
A partir de 1966 a Varig passou a ser a companhia oficial da Seleção. Naquele ano foi usado um Douglas DC-8 para transportar jogadores e comissão técnica na rota Brasil-Inglaterra-Brasil.
Para a Copa de 1970, no México, a Varig escalou um Boeing 707 equipado com quatro motores. O modelo marcou época na aviação mundial. Assim como em 58 e 62, o voo de volta para o Brasil foi com muita festa.
Em 1974, novamente foi usado um Boeing 707 para a viagem da Seleção entre Brasil e Alemanha. São raros os registros do avião usado naquele ano. Quatro anos depois, na Copa de 1978, na Argentina, foi usado um Boeing 727 da Varig, trijato que também fez história.
Na Copa de 1982, na Espanha, foi mantida a parceria com a Varig. Não há registros oficiais do modelo utilizado. Em 1986, na Copa do México, a Varig disponibilizou dois Douglas DC-10 para as viagens da Seleção.
Em 1990 a Varig destinou novamente o DC-10 para transportar a Seleção entre Brasil e Itália. O modelo foi usado também em 1994, para a Copa dos Estados Unidos.
Pinturas personalizadas
A novidade ficou por conta da pintura, que foi personalizada com faixas nas cores verde e amarela, além das estrelas dos três títulos mundiais. O Brasil conquistou o tetra naquele ano e, na chegada, teve passagem baixa e a histórica cena de Romário com a bandeira do Brasil na janela da cabine.
Em 1998, na Copa da França, a Varig reservou um moderno McDonnell Douglas MD-11 para transportar a Seleção. O avião recebeu uma pintura icônica, com a parte da frente em branco, seguida de uma faixa verde, uma amarela e, por fim, azul com as estrelas douradas.

Foto: Divulgação
Em 2002, para a Copa da Coreia do Sul e do Japão, a Varig preparou um Boeing 767-300 para os voos da Seleção. A pintura especial também chamou atenção. Naquele ano o Brasil conquistou o Penta. Ao se aproximar de Brasília, o avião foi escoltado por jatos da Força Aérea.
A Copa de 2006, na Alemanha, foi a última da parceria com a Varig. A companhia utilizou um McDonnell Douglas MD-11 para transportar jogadores e comissão técnica. A pintura era mais simples, reflexo do momento delicado que a Varig vivia naquele momento.
Nas asas da TAM
Em 2010, na Copa da África do Sul, a parceria da CBF foi com a TAM, atual Latam. Foi usado um Airbus A330 para transportar a Seleção. O avião foi mantido nas cores da TAM, mas com pintura especial na parte central. O nariz recebeu uma pintura que remetia a uma bola de futebol.
Parceria com a Gol
A relação com a TAM durou pouco e, em 2014, na Copa realizada no Brasil, o transporte da Seleção passou a ser feito pela Gol. O contrato foi firmado um ano antes, para a Copa das Confederações.
A Gol personalizou um Boeing 737-800 com uma bela pintura alusiva à Seleção. Foi usado o avião prefixo PR-GUM. Outros três Boeing 737 foram personalizados na época. Um deles com grafite dos artistas “Os Gêmeos” e outro com a marca da Guaraná Antarctica, patrocinadora da Seleção.
Avião oficial, mas não até o destino final
Para 2018, na Copa da Rússia, a companhia preparou uma nova aeronave para a Seleção. No entanto, o Boeing 737-800 de prefixo PR-GUK foi usado somente para amistosos e eliminatórias, e não para a viagem até a Rússia. O modelo tinha um canarinho estilizado na cauda.

Foto: Divulgação
Em 2022, na Copa no Catar, mais uma vez o avião preparado pela Gol para a Seleção foi usado somente em amistosos e eliminatórias e não para levar jogadores e comissão técnica até a sede dos jogos. O Boeing 737-800 PR-GXB manteve o branco predominante, mas com detalhes em verde e amarelo nos motores e na cauda.