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POLÍCIA

Deolane Bezerra é presa em operação que apura suposta lavagem de dinheiro e ligação com o PCC

Operação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo também levou a bloqueio de 39 veículos e R$ 375,5 milhões

Publicado em: 21/05/2026 às 09h:10 Última atualização: 21/05/2026 às 09h:10
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Uma operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (21), a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em operação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo | abc+



Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em operação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo

Foto: Redes Sociais/Reprodução

A operação também cumpre mandados contra Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como chefe da facção, contra o irmão dele e dois sobrinhos. Marcola já estava preso, então passa a responder a mais uma ordem de prisão.

As investigações começaram ainda em 2019 e deram origem a outras operações anteriores, envolvendo a facção. Na Vérnix, elas mostraram a dinâmica de lavagem de dinheiro por meio de uma empresa de fachada de transportes, o que levou a apuração de uma suspeita de repasses financeiros que teriam conexão com uma influenciadora digital de porte nacional.

O Ministério Público suspeita que Deolane Bezerra tinha ligação com um esquema de lavagem de dinheiro estruturado por meio de uma transportadora de valores do interior de São Paulo controlado pela facção. Ela foi presa pela manhã em sua residência em Barueri (SP), após ter retornado de uma viagem internacional à Itália.

A partir do conteúdo de celulares apreendidos nas investigações sobre o PCC, a Polícia Civil encontrou “indícios de repasses financeiros e conexões” com Deolane.

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“Segundo a investigação, a influenciadora passou a ocupar posição de destaque nem razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa”, afirmou o MP em comunicado.

“Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão”, completou.

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Operação

Um influenciador que é considerado filho de criação de Deolane também foi alvo de busca e apreensão. Usando o nome de “Chefinho” nas redes sociais, ele possui 1,4 milhões de seguidores.

Durante a operação, foram bloqueados 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros. Ao todo, seis mandados de prisão preventiva foram expedidos, assim como ordens de busca e apreensão, conforme o g1.

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A defesa de Deolane afirmou ao portal que “ainda está se inteirando dos fatos”. Até a manhã desta quinta-feira (21), os advogados dos outros envolvidos no caso não foram encontrados. O espaço permanece aberto para manifestações.

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