Técnicos de enfermagem são suspeitos de causar a morte de ao menos três pacientes em um hospital particular de Brasília, Distrito Federal. Segundo a investigação da Polícia Civil, eles teriam injetado substâncias letais e, em um dos casos, até mesmo desinfetante nas pessoas.

Foto: Jovem Pam News/Reprodução
As mortes aconteceram no Hospital Anchieta, em Taguatinga. As vítimas, que faleceram, são uma aposentada de 75 anos, um servidor público, 63, e um homem, 33.
Em nota, o hospital informou que demitiu os três auxiliares e acionou a Polícia Civil após um comitê interno identificar “circunstâncias atípicas” nas mortes ocorridas na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI).
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Os três agora ex-técnicos de enfermagem investigados são iniciantes na área da Saúde, todos com menos de 30 anos. Os suspeitos são um homem de 24 anos e duas mulheres de 28 e 22 anos. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades que investigam o caso. Desta forma, as defesas não foram localizadas.
Entre as mulheres, uma já havia trabalhado em outros hospitais, enquanto a mais jovem estava em seu primeiro emprego na área. O homem por sua vez seguiu atuando em uma UTI infantil mesmo após ter sido desligado pela suposta ligação com os crimes no Hospital Anchieta.
Mortes suspeitas
As mortes ocorreram em dezembro de 2025, mas só vieram a público nesta segunda-feira (19). Um dos técnicos teria se aproveitado de um sistema aberto, logado em nome de médicos para prescrever o medicamento indevido em ao menos duas ocasiões, buscá-lo na farmácia, prepará-lo, esconder a seringa no jaleco e aplicá-lo em três pacientes.
De acordo com Wisllei Salomão, delegado responsável pelo caso, as mulheres foram coniventes com as ações que incluíram, inclusive, a injeção de desinfetante em um dos pacientes.
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Dois dos investigados, o homem e a mulher de 28 anos, foram presos no último dia 11 durante a deflagração da Operação Anúbis. A mais jovem do trio foi detida na quinta-feira (15), quando a polícia apreendeu celulares, computadores e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.
O que diz o Coren do DF
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) se manifestou sobre o caso destacando a gravidade das informações. “O Coren-DF esclarece que está acompanhado o caso adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal”, diz o comunicado.