abc+

RELAÇÃO ENTRE PAÍSES

Determinação de Lula e Trump é virar página equivocada na relação entre Brasil e EUA, diz Haddad

Ministro da Fazenda falou sobre relação entre Brasil e EUA em entrevista, nesta terça-feira (7)

Publicado em: 07/10/2025 às 09h:20 Última atualização: 07/10/2025 às 09h:28
Publicidade

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (7) que pode haver espaço para um encontro com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante sua viagem aos EUA na próxima semana. Ele participou do programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ligada ao governo federal.

Publicidade

Ministro da Fazenda Fernando Haddad participou do programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ligada ao governo federal | abc+



Ministro da Fazenda Fernando Haddad participou do programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ligada ao governo federal

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Eu ainda não me movi e devo fazer até o final da semana para saber da disponibilidade de Bessent, do interesse ou se o Marco Rubio vai estabelecer um contato com o Mauro Vieira antes disso. Eu não sei qual é o protocolo que eles vão seguir”, declarou.

ENTENDA: Trump promete encontro com Lula “em futuro não tão distante” após “ótima” conversa

Haddad comemorou o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente dos EUA Donald Trump, disse que foi uma conversa muito positiva e que a determinação de ambos foi de virar essa página de tensão entre os países, a qual ele avaliou como “equivocada”.

“Acredito que vai distensionar e abrir espaço para uma conversa franca, uma conversa produtiva”, afirmou. Segundo ele, há muitas oportunidades de investimento norte-americano na América do Sul, que tradicionalmente é deficitária com os EUA. Ele citou como exemplos de investimentos possíveis a exploração de terras raras e projetos de transformação ecológica.

Publicidade

SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS!

O ministro também falou sobre as tarifas, impostas por Trump ao Brasil. “O papel do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, é justamente oferecer os melhores argumentos econômicos para mostrar, inclusive, que o povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço”, disse.

“Eles estão com o café da manhã mais caro. Estão pagando o café mais caro, a carne mais cara. Eles vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo também da indústria”, completou. “E eles estão notando, de dois meses para cá, que as medidas mais prejudicaram do que favoreceram os EUA.”

Publicidade

Ele também lembrou em como o Brasil viu as tarifas como um possível “terremoto”, mas que o presidente Lula sempre fez questão de que o País tivesse parceiros comerciais diversificados. Assim, deixando de depender do país norte-americano. 

Publicidade