abc+

MINAS GERAIS

Dívidas com Tigrinho e agiota: Diarista é suspeita de matar idosos; tia relata vício

Mulher de 30 anos foi detida após a morte de advogado de 75 anos e de empresária de 76 em Belo Horizonte

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 02/07/2026 às 11h:52 Última atualização: 02/07/2026 às 11h:52
Publicidade

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, 30 anos, presa na madrugada desta quinta-feira (2) em Itabira (MG), acumulava dívidas relacionadas a apostas online quando teria cometido o duplo homicídio que vitimou um casal de idosos em Belo Horizonte, segundo o g1.

Publicidade

A diarista Paola Stefany Neto Cirino é suspeita de matar casal de idosos | abc+



A diarista Paola Stefany Neto Cirino é suspeita de matar casal de idosos

Foto: Reprodução

A família chegou a reunir 40 mil reais entre parentes para quitar um débito com um agiota.

Paola é a principal suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76 anos, encontrados mortos na terça-feira (30) no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, área nobre da capital mineira.

A prisão foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais, que não divulgou detalhes sobre como a abordagem foi conduzida. Itabira fica a cerca de 110 quilômetros de Belo Horizonte.

VÍDEO: Mulher acelera carro contra portão, invade casa e mata idoso atropelado

Publicidade

Dívidas de apostas e internação psiquiátrica

A tia da suspeita, Nilza Maria Neto, relatou que Paola enfrentava problemas com apostas online, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”.

Segundo ela, a família percebeu mudanças no comportamento da sobrinha e a levou para atendimento em um hospital psiquiátrico de Belo Horizonte, onde ela iniciou tratamento medicamentoso. O acompanhamento, porém, não foi mantido de forma regular.

“Descobrimos tudo que estava acontecendo. Levei ela ao plantão de um hospital psiquiátrico, onde foi medicada. Foi aí que ela começou a tomar remédio”, contou Nilza.

Publicidade

O delegado Gustavo Barletta, responsável pela investigação, confirmou que parentes da suspeita arrecadaram dinheiro para tentar resolver a situação financeira dela.

“A própria família fala que teria levantado entre os familiares 40 mil reais para ajudá-la a pagar uma dívida”, afirmou.

Publicidade

A origem exata do débito, no entanto, ainda não está esclarecida. “A gente não sabe a que pretexto foi essa dívida. A família informa que ela teria levantado a quantia de 40 mil reais para pagar um agiota. Agora, qual o contexto dessa dívida? A gente ainda não tem essa informação”, disse o delegado.

LEIA TAMBÉM: “Era uma pessoa muito querida da família”: Identificada mulher que morreu atropelada na RS-240

O crime e a fuga

Paola foi ao apartamento das vítimas pela primeira vez no dia do crime, após ser indicada por um amigo do casal para quem trabalhava há cerca de um ano.

Publicidade

A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), apontou que os assassinatos ocorreram entre 12h30 e 15 horas da terça-feira (30).

“Ela chega ao imóvel por volta das 7h30 e é autorizada a entrar. Às 9h30, o filho das vítimas entra em contato com o pai, que atende o telefone normalmente. Meio-dia, ele atende de novo o telefone”, descreveu o delegado Barletta. O idoso teria recusado convites para assistir a um jogo naquele dia justamente por ser a primeira vez da diarista na residência.

Publicidade

O corpo do advogado Cláudio Atala Inácio foi encontrado com 17 facadas; o de Maria Clotilde, com sete.

Para o delegado Felipe Freitas, chefe do Depatri, a intensidade dos ferimentos é reveladora. “Isso, por si só, já denota o quão intencionada essa autora estava em ceifar a vida dos dois para poder praticar a subtração”, afirmou.

Publicidade

A faca usada no crime não foi localizada. O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte.

VEJA AINDA: “Patriarca da família Poncio”: Quem é o pastor famoso preso pela Polícia Federal

Movimentos após o crime

Antes de deixar o apartamento, Paola tomou banho e trocou de roupa. Em seguida, foi ao centro de Belo Horizonte para vender objetos roubados das vítimas, entre relógios, joias e outros itens de valor.

No mesmo dia, voltou à sua casa em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, onde conversou com familiares. Segundo os policiais, ela teria dito que “fez uma grande besteira”.

Na quarta-feira (1º), a suspeita fugiu levando o filho de 6 anos. No momento da prisão, na madrugada desta quinta-feira, não havia confirmação de que a criança estava com ela.

A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica completa do duplo homicídio.

Com informações de g1 e Estadão Conteúdo.

Publicidade