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Entenda como a polícia prendeu um suspeito do assalto ao Banco Central 20 anos depois

Átila Carlai foi capturado em um apartamento de alto padrão em SP; defesa não foi localizada pela reportagem

Publicado em: 09/08/2025 às 21h:29
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Apontado como um dos criminosos mais procurados do País, Átila Carlai da Luz foi preso nesta sexta-feira (8), pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele é suspeito de integrar a quadrilha que roubou o Banco Central em Fortaleza, em 2005. O crime envolveu a perfuração de um túnel por três meses até alcançar o subsolo do Banco Central, de onde levaram R$ 165 milhões. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Carlai da Luz.

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Átila Carlai da Luz foi preso nesta sexta-feira (8) | abc+



Átila Carlai da Luz foi preso nesta sexta-feira (8)

Foto: Reprodução / TV Globo

Monitorado há meses pelo Setor de Inteligência da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Átila foi localizado em um apartamento de alto padrão no Jardim Paulista, região central de São Paulo.

As investigações indicaram que o criminoso mantinha ligação com facções criminosas que atuam no tráfico de drogas e de armas, além de fraudes bancárias, roubos de cargas, clonagem de veículos e corrupção em serviços públicos.

Para escapar das forças de segurança, Átila vivia com identidade falsa, com CPF ativo, CNH regular e empresa registrada no Paraná conforme a investigação. Ele mantinha ainda vínculos operacionais com comparsas envolvidos no maior roubo a banco do País, além de integrar redes criminosas interestaduais.

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Na investigação, policiais chegaram ao suspeito por meio de análise biométrica, cruzamento de dados em sistemas federais e validação técnica pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco da Polícia Civil. No Rio de Janeiro, Átila já havia sido condenado duas vezes por fraudes em caixas eletrônicos.

Em São Paulo, ele acumula passagens, como a condenação de 32 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, ligada a um esquema milionário de envio de malas com cocaína. A acusação é de que a quadrilha usava o Aeroporto Internacional de Guarulhos como ponto de envio de entorpecentes para a Europa.

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As cargas eram despachadas por meio de uma rede criminosa de funcionários e colaboradores corrompidos, garantindo que a droga chegasse a Lisboa, onde era recebida por comparsas e revendida no mercado europeu por altos valores.

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