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RIO DE JANEIRO

Estupro coletivo em Copacabana: Adolescente de 17 anos se entrega à polícia e completa captura de todos os envolvidos

Menor é investigado como responsável por armar emboscada contra vítima de 17 anos em 31 de janeiro

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Publicado em: 06/03/2026 às 16h:01 Última atualização: 06/03/2026 às 16h:02
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Um adolescente de 17 anos se apresentou à 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, nesta sexta-feira (6). Ele é investigado como responsável pelo estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. A apresentação do menor completa a captura de todos os envolvidos no crime.

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Relatório analisa imagens das câmeras de segurança do prédio, que registraram a chegada da vítima e dos envolvidos, bem como a saída do grupo do imóvel | abc+



Relatório analisa imagens das câmeras de segurança do prédio, que registraram a chegada da vítima e dos envolvidos, bem como a saída do grupo do imóvel

Foto: Divulgação/PCERJ/Estadão

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, através da Vara da Infância e da Juventude do Rio, havia expedido mandado de busca e apreensão contra o adolescente. Ele não foi localizado no endereço informado. Estava sendo considerado foragido até se apresentar voluntariamente à delegacia, conforme informações divulgadas pelo Metrópoles.

O crime

A vítima, também de 17 anos, recebeu um convite do adolescente para ir à casa de um amigo em Copacabana. Ao chegar ao prédio, o ex-namorado insinuou que fariam “algo diferente”. A jovem recusou a proposta. Dentro do apartamento, ela foi conduzida a um quarto. Ficou trancada com os acusados. Foi agredida e estuprada.

As investigações apontam que o menor armou uma emboscada contra a vítima. Segundo o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), o adolescente é considerado “o maior responsável pelo crime” por armar uma emboscada contra a jovem, sob o pretexto de um encontro entre os dois. Ele usava do mesmo “modus operandi” com outras vítimas.

O delegado indica que a popularidade do adolescente no colégio o ajudava a conversar e ter a confiança de algumas meninas. “O mesmo modus operandi, porque ele, ao que tudo indica, era um garoto popular no colégio. As meninas, de alguma forma, gostavam de ficar com ele, por ele ser popular, por acharem ele bonito. Então ele tinha confiança das meninas. Então ele era o responsável por atrair essas meninas para o apartamento. E, chegando no apartamento, elas eram submetidas a esse tipo de crime”, disse.

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Outras vítimas

As investigações acerca do estupro coletivo constataram que outras estudantes menores de 18 anos haviam sido vítimas do adolescente. Lages enfatiza que ele usava a mesma tática. Uma garota de 14 anos foi atraída e estuprada da mesma forma.

Além do adolescente, outros quatro maiores são investigados pelo crime: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos. Todos estão presos.

Na quinta-feira (5), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro voltou atrás. Solicitou que a Justiça interne provisoriamente o adolescente. Segundo o órgão, a 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude Infracional manifestou-se favoravelmente ao pedido de internação provisória. O delegado responsável pelo caso comunicou que surgiram novas denúncias de estupro coletivo contra o menor.

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A internação foi decretada pela Vara de Infância e Juventude da Capital. A medida foi considerada necessária para garantir a ordem pública, diante da possível reiteração infracional. Também visa assegurar a segurança pessoal do próprio adolescente, em razão da ampla repercussão social do caso.

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