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RIO DE JANEIRO

Estupro coletivo em Copacabana: Preso último foragido por abuso contra adolescente

Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentou em Belford Roxo após ser indiciado por estupro qualificado e cárcere privado

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Publicado em: 04/03/2026 às 13h:41 Última atualização: 04/03/2026 às 13h:42
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Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, é acusado de participar de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime ocorreu em 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana. Nesta quarta-feira, ele se apresentou na 54ª DP (Belford Roxo).

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Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, é acusado de participar de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos | abc+



Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, é acusado de participar de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos

Foto: Divulgação

A 12ª DP (Copacabana) indiciou Allegretti por estupro qualificado em concurso de pessoas e cárcere privado, conforme informações divulgadas por O Globo. Ele era o último dos acusados maiores de idade que ainda não havia se entregue às autoridades.

Quatro maiores de idade foram indiciados

A Polícia Civil indiciou quatro pessoas maiores de idade pelo crime: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Um menor de idade também está envolvido no caso.

Allegretti é estudante do curso de Bacharelado em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). A instituição o afastou por 120 dias.

Vítima relatou agressões físicas durante o crime

A adolescente prestou depoimento na delegacia. Ela descreveu agressões físicas durante o estupro. Conforme consta no inquérito da Polícia Civil do Rio, após outros rapazes entrarem no quarto, ela passou a receber tapas e socos em diferentes partes do corpo.

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Um menor de idade convidou a vítima para o apartamento. Em determinado momento, ela foi segurada pelos cabelos e forçada a praticar atos “contra a própria vontade”. O menor que a convidou para o apartamento lhe deu um chute na região abdominal.

Os quatro envolvidos impediram que ela saísse do quarto quando manifestou intenção de ir embora. Eles fecharam a porta do cômodo.

As agressões prosseguiram mesmo após ela afirmar que estava “cansada” e pedir para que parassem. O menor de idade chegou a questionar se a mãe dela a via sem roupas. Ele disse que ela “não podia vê-la assim porque estava com o corpo marcado e até sangrando”.

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Exame de corpo de delito registrou múltiplas lesões

O exame de corpo de delito anexado ao inquérito aponta a presença de múltiplas lesões. O laudo registra equimoses e escoriações na região dorsal e nas laterais do corpo. O documento também registra marcas na região glútea, sangramento e achados compatíveis com violência física recente.

Ao sair do apartamento, a adolescente enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Ela procurou a avó, com quem mora, e foi até a delegacia registrar ocorrência.

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Polícia investiga três casos de violência sexual

A investigação que começou com o estupro coletivo da adolescente de 17 anos ganhou novas frentes. A Polícia Civil do Rio agora apura três casos distintos de violência sexual ligados, ao menos em parte, ao mesmo grupo de jovens da Zona Sul.

O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), revelou a terceira denúncia. Segundo ele, trata-se de uma vítima menor de idade, aluna do Colégio Pedro II. Ela relatou ter sido abusada em outubro de 2025, durante uma festa organizada pela escola.

Segunda jovem relatou abuso em 2023

Uma segunda vítima procurou a polícia. Ela relatou ter sofrido abuso em agosto de 2023, quando tinha 14 anos. A mãe da jovem contou em depoimento à polícia que o crime foi cometido por três homens. Dois deles já foram identificados no caso de Copacabana: o menor de idade que não teve sua identidade revelada e Mattheus Martins, de 19 anos.

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De acordo com o relato, a menina foi atraída para uma emboscada. Ela foi convidada para ir até a casa do menor. Ao chegar lá, tinha três pessoas na casa.

Em depoimento, ela contou que foi para o quarto com o menor. Os outros dois homens ficaram na sala. Enquanto ela estava beijando o adolescente, os outros homens batiam na porta. De acordo com o documento da polícia, o menor perguntou à vítima se os amigos podiam entrar. Ele alegou que um deles pagaria o carro de aplicativo para ela voltar para casa depois, com o objetivo de coagi-la a abrir a porta.

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Depois disso, o menor teria tirado a roupa da vítima “contra sua vontade” e iniciado o abuso. O relato da jovem afirma que os demais homens abaixaram a calça. Matheus teria dado um tapa no rosto da vítima e ordenado que ela fizesse sexo oral.

Ela ainda afirmou que integrantes do grupo bateram em seu rosto e deram socos em suas costelas enquanto cometiam o estupro. No depoimento, ela contou que chorou bastante durante todo o ocorrido. Os três “riam do que faziam”.

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A mãe contou que o episódio durou cerca de 1h30.

## Terceira vítima acusou Vitor Hugo de abuso em festa escolar

A terceira jovem que procurou a polícia foi ouvida pelos agentes na terça-feira. Ela acusou Vitor Hugo Oliveira Simonin de ter abusado sexualmente dela numa festa de alunos do Colégio Pedro II. A festa aconteceu num salão de festas no Humaitá, em outubro de 2025. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Conforme destacou Lages, a acusação, neste ponto, envolve apenas Vitor Hugo.

Delegado afirma que pode haver mais vítimas

O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirmou durante o programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo: “Nesse curto espaço de tempo, já apareceram duas outras vítimas. Há relatos em redes sociais da existência de mais vítimas. A gente conta fortemente com essa possibilidade de que outras meninas que foram vítimas desse grupo, ou de um deles, compareçam à delegacia para trazer o relato do que aconteceu”.

A polícia trabalha com a possibilidade de que outras meninas tenham sido vítimas desse grupo ou de um dos integrantes.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público

Com base nos depoimentos, nas imagens e nos laudos periciais, a autoridade policial concluiu pelo indiciamento dos quatro jovens por estupro com concurso de pessoas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.

As investigações sobre os novos episódios estão em estágio inicial. A polícia afirma que busca individualizar a conduta de cada investigado em cada caso.

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