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Estupro e morte de bebê de 10 meses: Caso tem reviravolta e defesa da mãe diz que houve "grave equívoco" da Polícia

Caso encerra inquérito com dois indiciamentos por homicídio culposo; defesa da mãe contesta decisão

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Publicado em: 20/07/2026 às 17h:36 Última atualização: 20/07/2026 às 17h:45
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A Polícia Civil do Ceará indiciou a mãe de Helena, Ysabelle Rodrigues, de 29 anos, pela morte da bebê de 10 meses em Fortaleza. O caso foi encerrado com dois indiciamentos após a conclusão do inquérito.

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Helena, bebê de 10 meses, morreu após estupro no Ceará | abc+



Helena, bebê de 10 meses, morreu após estupro no Ceará

Foto: Reprodução

Segundo apuração do Metrópoles, a polícia pediu o indiciamento depois de concluída a investigação e emitido o laudo pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Além de Ysabelle, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, também foi indiciado. Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, “ficante” de Ysabelle e primo de Roberto Levy, não foi indiciado.

Os dois responderão por crimes distintos: Ysabelle por homicídio culposo comissivo por omissão; Roberto Levy, por homicídio culposo.

Defesa contesta indiciamento

A defesa de Ysabelle classificou o indiciamento como um “grave equívoco na condução deste inquérito policial”. O advogado Weryd Simões, em nota, afirmou que a investigação “antes de esclarecer os fatos, promoveu a prisão de pessoas inocentes, arruinou reputações, submeteu cidadãos à exposição pública e colocou vidas em risco, circunstâncias que serão oportunamente demonstradas nos autos”.

Weryd Simões destacou que o indiciamento não equivale a uma condenação e afirmou confiar na atuação do Ministério Público do Estado do Ceará. “A defesa está convicta de que o Ministério Público do Estado do Ceará realizará uma análise técnica, criteriosa e independente dos elementos constantes dos autos e, se necessário, o Poder Judiciário restabelecerá a correta aplicação da Justiça”, escreveu.

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O advogado também ressaltou o impacto do indiciamento sobre a cliente. “Ao atribuir à mãe da bebê responsabilidade criminal pela morte da própria filha, tenta-se impor a ela um sofrimento ainda maior. A mais severa das penas já lhe foi imposta pela própria vida; a perda irreparável de sua filha, de apenas 10 meses. Não existe sanção mais cruel do que a dor de uma mãe que sepulta a própria filha. Essa é uma pena perpétua, irreversível e impossível de ser mensurada, que ela já suporta todos os dias”, afirmou Weryd Simões.

Defesa de Francisco Ray

A advogada de Francisco Ray, preso após a morte de Helena, reforçou que o cliente sempre alegou inocência e não foi responsabilizado criminalmente pelo caso. “Ele não foi indiciado por nenhuma prática de crime que tenha culminado no falecimento da criança Helena, como esta defesa sempre sustentou desde o início”, declarou a advogada Gleicy.

Ainda segundo a defesa, Francisco colaborou com as autoridades durante toda a apuração. “Francisco Ray colaborou integralmente com a apuração dos fatos, permaneceu à disposição das autoridades”, diz em nota enviada ao Metrópoles.

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A advogada afirmou que o cliente está abalado com a exposição pública e com o que classificou como “julgamento antecipado”. A defesa informou que avaliará medidas legais cabíveis para responsabilizar quem causou prejuízos ao cliente em razão da prisão e da imputação indevida do crime.

O Metrópoles não localizou a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães até a publicação desta reportagem.

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O que se sabe sobre o caso

Helena morreu no dia 13 de julho, após ser levada pela mãe a um hospital em Fortaleza. Em depoimento à polícia, Ysabelle relatou que levou a filha ao pronto-socorro ao notar que a bebê passava mal durante uma festa em um apartamento no bairro Dionísio Torres.

Ysabelle disse à polícia ter conhecido Francisco Ray poucos dias antes do ocorrido. Naquela noite, ela participou primeiro de uma festa de aniversário do avô e do tio de Francisco e foi, em seguida, convidada para uma confraternização no apartamento.

A mãe relatou que dormia em uma rede com Helena, mas transferiu a bebê para um quarto porque a criança estava tossindo por causa do ar-condicionado. Naquele momento, disse ter discutido com Roberto Levy e, em seguida, afirmou que “apagou”. Ao acordar, percebeu que a filha estava em outra posição. Segundo o depoimento, ela viu Roberto Levy sobre a criança, o empurrou e saiu em busca de socorro, acreditando que Helena havia se engasgado.

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