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Exército Brasileiro prepara 5 brigadas com prontidão imediata para responder a possível guerra

Política prevê que 20% das tropas manterão elevado grau de prontidão para possível resposta imediata

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Publicado em: 14/05/2026 às 15h:33 Última atualização: 14/05/2026 às 15h:34
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O Exército Brasileiro desenvolve uma política de transformação da força terrestre para enfrentar conflitos contemporâneos e guerras futuras. O comandante Tomás Paiva assinou portaria que estabelece novas diretrizes operacionais.

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Exército Brasileiro prepara 5 brigadas com prontidão imediata para responder a possível guerra no futuro | abc+



Exército Brasileiro prepara 5 brigadas com prontidão imediata para responder a possível guerra no futuro

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O documento prevê mudanças no desenho institucional, nas capacidades operacionais, assim como na doutrina e na formação dos militares. A força terrestre realiza um mapeamento de riscos e ameaças à defesa nacional que será concluído nas próximas semanas e deve ser entregue aos generais do Alto Comando em junho, provavelmente, conforme  informações do jornal CNN Brasil.

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Cenário global de conflitos motiva reestruturação estratégica

A política de transformação foi elaborada em resposta ao cenário geopolítico mundial. O documento identifica “tendência consistente” de ampliação dos investimentos em defesa globalmente. Segundo a CNN Brasil, a política considera “imperativo” ao Brasil acompanhar esse movimento diante do rearmamento global em curso.

Os países da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) assumiram o compromisso de elevar seus investimentos em defesa de 2% para 5% do PIB.

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Em 2024, mais de 30 países registraram conflitos em seus territórios, abrangendo 45% da população global, conforme estudo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em suas reuniões de primavera. Segundo ele, cerca de 1,9 milhão de vidas foram perdidas na última década e meia.

Há um rearmamento em curso, que resulta em crescente endividamento dos países para arcar com esses custos. O documento do Exército aponta que conflitos contemporâneos estão sendo marcados pela “aceleração exponencial da inovação tecnológica” e pela “proliferação de sensores, sistemas não tripulados [drones] e fogos de precisão”.

O diagnóstico também destaca dois fatores regionais. São eles o subcontinente sul-americano, com abundância de recursos naturais altamente visados por potências estrangeiras, ganha posição importante em um mundo multipolar. E a expansão e sofisticação do crime organizado transnacional impõem desafios crescentes à soberania e à governança na região.

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Cinco brigadas terão prontidão para resposta imediata

De acordo com o projeto de transformação do Exército, pelo menos 20% das tropas deverão manter “elevado grau” de prontidão para eventual resposta imediata a ameaças externas. Das 25 brigadas em operação atualmente, cinco serão designadas para essa função.

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Segundo fontes militares da CNN Brasil, as cinco brigadas que devem ter a característica de prontidão imediata serão, a princípio: Brigada Paraquedista no Rio de Janeiro, Brigada Aeromóvel em Caçapava (SP), Brigada de Infantaria de Selva em Marabá (PA), Brigada de Infantaria Mecanizada em Campinas (SP) e Brigada de Cavalaria Blindada em Ponta Grossa (PR).

Militares responsáveis pela elaboração da nova política denominam essa estratégia de “dissuasão assimétrica” do inimigo.

A medida reconhece que o Brasil pode enfrentar rivais mais bem equipados. O objetivo é elevar a segurança estratégica com efetivos capazes de se deslocar para qualquer área do país e dar uma resposta inicial para anular ou minimizar as ameaças.

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O desenho institucional do Exército prevê também sua reorganização em quatro tipos de emprego dos efetivos. As forças de emprego imediato, em virtude da localização, seja junto à faixa de fronteira, seja na proximidade de área com potencial crise, serão responsáveis pela resposta inicial e imediata.

As forças de emprego de prontidão serão aptas para atuar em qualquer parte do território nacional e terão poder de combate para subjugar as ameaças, por meio da ofensiva.

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Já as forças de emprego continuado serão fundamentais nas estratégias de dissuasão e presença, empregadas em caso de conflito prolongado e de larga escala, tendo como vocações prioritárias a defesa territorial, a formação da reserva mobilizável e o apoio ao Estado.

As forças de emprego no multidomínio serão dotadas de capacidades para atuar no multidomínio, desdobrando-se em módulos para integrar a FTC (Força Terrestre Componente) ou o Comando Conjunto.

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Base industrial de defesa precisa ser fortalecida

O documento da política de transformação afirma que “a atual demanda global por materiais de emprego militar supera a capacidade produtiva existente”. É desse momento que deriva a necessidade de “fortalecimento da Base Industrial de Defesa”, assegurando capacidades críticas para a proteção contra forças inimigas.

O Exército tem encontrado dificuldades até mesmo para renovar o estoque de munições no mercado internacional, com a demanda tão aquecida, conforme indicado na política de transformação.

Segundo o documento: “Nesse contexto, infere-se que a efetividade no combate está diretamente associada à superioridade de informações, à letalidade, à sustentação, à proteção e à mobilidade, nos níveis tático, operacional ou estratégico.”

O Brasil retirou do arcabouço fiscal gastos de R$ 30 bilhões, em seis anos, para a modernização de suas forças armadas. O valor ainda é insuficiente, conforme a política de transformação. Trata-se de um patamar ínfimo diante das necessidades de reaparelhamento, segundo o documento do Exército.

O projeto engloba ainda eixos de transformação nas áreas de capacidades, doutrina e de formação. Na área de formação, menciona-se a capacitação para o emprego militar de tecnologias “emergentes e disruptivas”. 

O EME (Estado-Maior do Exército) foi designado como indutor da política de transformação, tendo a 7ª Subchefia como responsável pela coordenação dos trabalhos. As diretrizes da política deverão ser discutidas ao longo de 2026. Ao final deste ano, o projeto será submetido ao Alto Comando do Exército para aprovação.

As ações serão incorporadas “de imediato” no atual plano estratégico da força, que abrange o período 2024-2027. As diretrizes também nortearão o ciclo 2028-2031, garantindo continuidade na implementação da transformação.

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