Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento da explosão que destruiu uma unidade da Enaex Brasil em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, na terça-feira (12). O acidente na fábrica de explosivos resultou em nove mortes e sete feridos. (Ao final desta reportagem, veja vídeo dos efeitos da explosão em empresas vizinhas).
A explosão aconteceu às 5h56, apenas um minuto após doze funcionários terem realizado uma oração matinal que antecedia o início do expediente.

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Na reportagem exibida pelo Fantástico no domingo, a delegada Géssica Andrade, responsável pelas investigações, explicou como três trabalhadores conseguiram sobreviver à tragédia.
“O rapaz que sai para pegar a luva ele consegue chegar no vestiário e esse vestiário serve como uma barreira de proteção dele do flash da explosão. As outras duas meninas não entram no barracão delas, mas elas conseguem ficar por trás de uma barreira de terra”, disse.
A unidade afetada ficava a meio quilômetro da sede principal da empresa, protegida por uma montanha. O complexo industrial possui 25 unidades de produção separadas por barreiras naturais, configuração que impediu que o acidente tivesse proporções ainda maiores.
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Causa da explosão
As autoridades ainda não determinaram a causa exata da explosão. A investigação enfrenta dificuldades devido à presença de explosivos espalhados pelo terreno. O esquadrão antibombas identificou riscos de novas explosões, o que levou à interrupção temporária dos trabalhos.
O diretor da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochowski, informou sobre a mobilização para a investigação. “Nós temos uma equipe grande de peritos e técnicos atuando nesse incidente. Desde a química, antropologia, localística, que atende local de crime, serviço de medicina legal, a odontologia”, afirmou.
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As vítimas fatais e os feridos eram funcionários da Enaex Brasil, subsidiária da multinacional chilena Enaex, especializada na produção de explosivos para os setores de mineração e construção civil. A maioria das vítimas era composta por jovens, muitos com filhos pequenos, que foram homenageados em uma missa na paróquia São Sebastião.
As equipes de resgate descreveram o cenário após a explosão como “caótico”. A substância manipulada no momento do acidente era pentolite, material de alto poder destrutivo. O detonador era montado em outro prédio do complexo por medida de segurança.
O Exército brasileiro realizou uma vistoria na fábrica em março e uma visita técnica em julho deste ano. Nenhuma irregularidade foi encontrada nas duas ocasiões. A produção na fábrica está suspensa desde o acidente.
Daniel Antônio de Oliveira, diretor de operações e engenharia da Enaex, declarou: “A gente vai revisar todos os nossos procedimentos, reforçar todas as práticas de segurança que a gente tem”. Ele também afirmou: “Primeiramente é todo o apoio necessário que a gente vai dar para eles [os familiares das vítimas], que eles podem contar com isso, nós estamos com coração partido em função desse terrível acidente e toda transparência em função do que aconteceu a gente vai passar para eles”.