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RIO DE JANEIRO

Feijoada envenenada: "Ajudei uma amiga a matar o pai", admite técnica de enfermagem e nova revelação choca até delegado

Técnica de enfermagem está presa por matar pai de cliente com refeição batizada

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Publicado em: 10/10/2025 às 13h:03 Última atualização: 10/10/2025 às 13h:03
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Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, técnica de enfermagem presa por envenenar o pai de sua cliente, confessou à Polícia Civil do Rio de Janeiro ter assassinado outras três pessoas. Ela está presa preventivamente desde o dia 4 de setembro.

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Ana Paula Veloso Fernandes matou pai de cliente com feijoada envenenada | abc+



Ana Paula Veloso Fernandes matou pai de cliente com feijoada envenenada

Foto: Reprodução

A cliente, Michele Paiva da Silva, 42, foi detida na terça-feira (7) na Baixada Fluminense, na porta de sua faculdade no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, onde estuda direito. Segundo informações do portal Metrópoles, ela é acusada de contratar Ana Paula para matar seu pai, Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, com uma feijoada envenenada em abril deste ano.

De acordo com as investigações policiais, a técnica de enfermagem utilizava seus conhecimentos na área da saúde para calcular dosagens e tempo de ação das substâncias tóxicas. Ana Paula colocava veneno em refeições e sobremesas para executar os crimes, tentando em alguns casos transferir a culpa para outras pessoas.

Além de Neil Silva, a mulher é apontada como responsável pela morte do proprietário da casa onde morava, de um policial militar com quem teve relacionamento e de um cidadão tunisiano. As motivações dos crimes ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.

Durante as buscas, os policiais encontraram terbufós, um agrotóxico similar ao chumbinho, na residência da suspeita. As investigações revelaram que Ana Paula testou venenos em dez cachorros antes de utilizá-los em suas vítimas humanas.

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O corpo de Neil Corrêa da Silva será exumado nesta quinta-feira (9) para confirmar a suspeita de envenenamento. O laudo de óbito inicial indicava insuficiência respiratória aguda, cetoacidose diabética, parada cardiorrespiratória e crise convulsiva.

Em seu depoimento, Ana Paula relatou detalhes de um dos crimes: “Ajudei uma amiga a matar o pai. Discuti com ele e pedi para as crianças irem para o quarto. Ele foi na frente e sentou no sofá; então eu me aproximei e desferi uma facada na axila”.

O delegado Halisson Ideiao, responsável pelo caso, classificou a técnica de enfermagem como “psicopata”. A exumação do corpo de Neil Silva poderá fortalecer as acusações contra as duas mulheres. O caso continua em investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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