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INVESTIGAÇÃO

"Festa no IML": Comentários sobre jovem morta em salto de rope jump serão investigados; entenda

Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho ao ser lançada de uma altura de 40 metros

Publicado em: 27/06/2026 às 12h:25
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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou que a Polícia Civil investigue uma série de comentários ofensivos direcionados a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.

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A jovem faleceu após uma falha em um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu ao ser jogada sem corda durante a prática de rope jumping | abc+



Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu ao ser jogada sem corda durante a prática de rope jumping

Foto: Redes sociais

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A medida atende a uma representação da Bancada Feminista do PSOL, que denunciou publicações de cunho sexual e menções à necrofilia nas redes sociais após a repercussão da tragédia. Frases de teor hostil, como “vou fazer concurso para o IML de Limeira” e “festa no IML”, geraram indignação pública e pedidos de punição aos autores.

Urgência na apuração

Em despacho assinado pela promotora Ana Maria Aiello Demadis, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal, o MP-SP classificou a situação como um “gravíssimo episódio” e solicitou a abertura urgente de um inquérito policial para apurar possíveis crimes contra a memória da vítima, previstos no Código Penal.

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O caso foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para ser anexado a investigações em andamento ou dar origem a um novo procedimento. A promotora estipulou ainda que a apuração deve responsabilizar tanto os usuários que fizeram as postagens quanto os representantes da plataforma digital onde as mensagens foram veiculadas.

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Detalhes do acidente e investigação penal

Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho ao ser lançada de uma altura de 40 metros. De acordo com a Polícia Civil, nenhuma das duas cordas de segurança obrigatórias estava instalada em seu corpo no momento do salto. O momento da queda foi filmado e o vídeo viralizou nas redes sociais.

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Os três operadores da atividade, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, foram presos. Em depoimento à delegada Andrea Levy, responsável pelo caso, eles alegaram não se lembrar de quem era a função de instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança.

O caso está registrado como homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de matar. Além das causas do acidente, os investigadores tentam localizar uma câmera que estava com a jovem e desapareceu após a queda.

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