Duas frentes frias vão influenciar o tempo no Centro-Sul do Brasil com chuva e queda de temperatura nesta segunda semana de setembro.
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Foto: MetSul
Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul, a primeira estará ligada ao enorme ciclone extratropical que se formará no Oceano Atlântico entre a segunda (8) e a terça-feira (9). O Rio Grande do Sul será o mais impactado. Os próximos dias serão chuvosos e podem ter vento em alguns pontos do Estado.
Ainda na terça, contudo, o tempo deve estabilizar com o ingresso de ar mais frio. Não são esperados altos volumes.
Queda de temperatura
A segunda frente fria promete maior queda de temperatura no próximo fim de semana. O fenômeno começará a ingressar na quinta-feira (11), mas quase sem atividade.
Na sexta (12), por outro lado, o Rio Grande do Sul “experimentará uma sequência de dias com noites mais frias e tardes amenas ou bastante agradáveis”. “Diferentemente da primeira frente fria da semana, que terá um impacto ínfimo nas temperaturas, uma massa de ar frio de trajetória marítima de maior intensidade irá acompanhar o segundo sistema frontal”, explica a meteorologista.
Não se espera, contudo, frio com a intensidade registrada no final da semana passada e no último sábado (6).
O impacto será maior no Sudeste do País com rajadas de vento e temperaturas baixas para o mês.
Sinal de primavera
Estal explica que a entrada da massa de ar frio que acompanhará a frente fria terá “um padrão de deslocamento de massas de ar mais próximo do padrão da primavera”.
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A meteorologista expõe que o continente sul-americano está muito resfriado no inverno, enquanto o Oceano Atlântico mantém temperaturas mais elevadas devido à sua maior inércia térmica. “Esse contraste faz com que as massas de ar frio avancem com mais facilidade pelo interior da América do Sul, seguindo uma trajetória continental que alcança Argentina, Paraguai, Brasil e até mesmo regiões tropicais”, esclarece.
Contudo, o processo se inverte na penúltima estação do ano. “A terra firme aquece rapidamente após o inverno, enquanto o Atlântico Sul ainda permanece relativamente frio. Essa diferença reduz a penetração do ar frio pelo interior e favorece o deslocamento das massas frias pelo litoral, o que resulta em trajetórias mais marítimas, com maior impacto nas áreas costeiras e menor alcance no interior do continente.”