A greve na Argentina afeta a operação de voos entre o Brasil e o país vizinho, nesta quinta-feira (19).
As companhias Gol, Latam e Jetsmart contam com operações entre o Brasil e a Argentina e cancelaram ou reprogramaram voos.

Foto: Divulgação/GRUAirport
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, 14 voos foram cancelados, segundo a GRU Airport, responsável pela operação.
A paralisação de 24 horas,anunciada pela principal união sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), foi convocada como protesto à reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei. É a quarta greve geral que ocorre sob a gestão do mandatário.
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O texto foi aprovado pelo Senado argentino na semana passada e está previsto para começar a ser apreciado pela Câmara.
A principal central sindical do país considera as mudanças propostas pelo governo um retrocesso. A reforma propõe “modernizar as relações de trabalho” e reduzir o poder dos sindicatos e os custos trabalhistas.
A fim de garantir os 37 votos necessários para sua aprovação no Senado, o governo – que conta com 20 senadores próprios – concordou em modificar alguns artigos a pedido da oposição.
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Os principais sindicatos do transporte de passageiros aderiram inicialmente ao protesto: 255 voos foram cancelados nesta quinta-feira, afetando 31 mil passageiros, segundo a companhia aérea Aerolíneas Argentinas.
Trabalhadores portuários também participam da paralisação.
O ato acontece num momento de declínio da atividade industrial. Nos últimos dois anos, segundo fontes sindicais, mais de 21 mil empresas fecharam as portas; a crise também se estende ao encerramento de cerca de 300 mil postos de trabalho.
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