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MEGAOPERAÇÃO NO RIO

Lula ficou "estarrecido" com número de mortes e falta de comunicação no Rio de Janeiro, diz ministro Lewandowski

Até o começo da tarde desta quarta-feira, governo do Rio contabilizava 119 mortos na operação, sendo quatro policiais; Defensoria Pública do Estado, contudo, diz que saldo de fatalidades é de 132 pessoas

Publicado em: 29/10/2025 às 15h:19 Última atualização: 29/10/2025 às 15h:27
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou “estarrecido” e “surpreso” com o número de mortes na operação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

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A declaração do ministro foi feita à imprensa após reunião de emergência convocada por Lula, no Palácio da Alvorada.

Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro | abc+



Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“O presidente ficou estarrecido com o número de ocorrências fatais que se registraram no Rio de Janeiro. Também, de certa maneira, se mostrou surpreso que uma operação dessa envergadura fosse desencadeada sem o conhecimento do governo federal, sem nenhuma possibilidade do governo federal poder, de alguma forma, participar com os recursos que têm, sobretudo com informações e apoio logístico”, declarou Lewandowski, que disse não haver “bala de prata” para a extinção do crime organizado.

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Segundo Lewandowski, Lula determinou que os auxiliares fizessem um apanhado das informações sobre a operação no Rio. Ainda, o presidente orientou que Lewandowski e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, se encontrem com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), ainda na tarde desta quarta.

“Vamos ouvir o governador e saber do que é que ele precisa, podemos eventualmente aumentar os contingentes da Força Nacional, que já está lá desde 2023. Nós já tivemos 11 renovações, a pedido do governador, da permanência da Força Nacional no Rio”, disse.

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O ministro disse ainda que o governo federal colocou à disposição do Rio vagas em presídios federais para a alocação de lideranças de facções criminosas. O Planalto, conforme Lewandowski, vai colaborar com peritos criminais para a identificação dos corpos.

GLO

Lewandowski afirmou que não foi discutida na reunião no Alvorada a adoção da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dispositivo constitucional privativo ao presidente que dá poder de polícia às Forças Armadas, porque não houve um pedido do governo do Rio sobre o tema.

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Ele ressaltou que a GLO é uma operação “complexa” e precisa ter, segundo a legislação, um reconhecimento do Estado do Rio de que as forças locais são incapazes de enfrentar o crime organizado.

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“A GLO tem que ser requerida formalmente pelo governador, não é uma ação espontânea do governo federal e do presidente da República. Também, segundo a lei, o governador precisa reconhecer a incapacidade das forças locais de enfrentarem essa ameaça à segurança pública”, declarou Lewandowski.

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Até as 13 horas, o governo do Rio contabilizava 119 mortos na operação, sendo 4 policiais. Já segundo a Defensoria Pública do Estado, o saldo de fatalidades é de 132 pessoas.

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