O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para Donald Trump nesta terça-feira (2) para discutir a redução de tarifas sobre produtos brasileiros e a cooperação no combate ao crime organizado. A conversa entre os líderes do Brasil e dos Estados Unidos durou cerca de 40 minutos, conforme informações divulgadas pelo Palácio do Planalto.
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
Durante o diálogo, Lula manifestou sua satisfação com a recente decisão americana de eliminar a tarifa de 40% que incidia sobre diversos produtos agrícolas brasileiros. O presidente classificou a medida como “muito positiva”.
A Casa Branca zerou em 20 de novembro as tarifas de 40% aplicadas a produtos como carne bovina, derivados de cacau e café, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes brasileiros. Antes disso, no dia 14 do mesmo mês, o governo norte-americano já havia anunciado a suspensão das tarifas globais de 10%.
Mesmo após a primeira redução, alguns setores brasileiros continuaram submetidos à alíquota de 40%, agora parcialmente revogada. Na ligação, Lula mencionou que outros produtos brasileiros ainda estão sujeitos a tarifas e precisam ser discutidos entre os dois países.
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Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a próxima etapa nas negociações comerciais será buscar a redução das taxas que afetam o setor industrial brasileiro.
A ligação partiu do Brasil, com Lula iniciando o contato com a Casa Branca. Os presidentes discutiram tanto questões comerciais quanto de segurança durante os 40 minutos de conversa.
Além das questões comerciais, o presidente brasileiro solicitou que os Estados Unidos intensifiquem a cooperação no combate ao crime organizado internacional. Lula “destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior”, informou o Planalto.
Trump demonstrou “total disposição” para trabalhar com o Brasil nessa área e prometeu dar “todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas”, segundo comunicado oficial divulgado pelo governo brasileiro.
Os dois presidentes concordaram em retomar o diálogo em breve para acompanhar o andamento das propostas discutidas.