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Em Belo Horizonte

"Me devolveram no caixão": Viúva fala sobre gari morto a tiros; principal suspeito teria usado arma de esposa delegada

Laudemir Fernandes foi baleado enquanto fazia limpeza urbana na segunda-feira

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Publicado em: 12/08/2025 às 17h:11 Última atualização: 12/08/2025 às 17h:12
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Liliane França, de 44 anos, esposa do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado a tiros durante seu trabalho, pediu justiça pela morte do marido. Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (12), ela descreveu o companheiro como “um bom homem, cuidadoso e carinhoso” e manifestou sua dor pela perda repentina.

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Viúva lamenta morte de gari; principal suspeito é empresário casado com delegada de Minas Gerais | abc+



Viúva lamenta morte de gari; principal suspeito é empresário casado com delegada de Minas Gerais

Foto: Reprodução/O Tempo

O crime ocorreu na segunda-feira (11) no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, quando Laudemir coletava resíduos com outros garis. Segundo informações do portal Metrópoles, o trabalhador foi baleado na região das costelas e, apesar de ter recebido socorro e sido transportado para um hospital da região, não resistiu aos ferimentos. A causa oficial da morte foi hemorragia interna provocada pelo projétil.

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“Ele era perfeito. Uma pessoa que respeitava e cuidava da gente com carinho, voltava para casa com muita saudade. Todos os dias de manhã ele saía falando que iria voltar, e dessa vez ele não voltou para casa. O Lau não voltou para casa ontem. Me devolveram o Lau no caixão”, declarou Liliane, visivelmente abalada.

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O empresário René da Silva Nogueira Junior foi identificado como suspeito do homicídio. Após ser detido, ele negou ter cometido o crime, mas admitiu que a arma utilizada pertence à sua esposa, Ana Paula Balbino Nogueira, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais.

Testemunhas relataram que o empresário se irritou durante uma discussão com a motorista do caminhão de lixo. A condutora afirmou que havia espaço suficiente para o carro passar e que o empresário se exaltou sem necessidade. Segundo ela, antes de atirar contra os garis, René apontou a arma para a cabine e a ameaçou dizendo: “Vou dar um tiro na cara”.

O boletim de ocorrência registra que o suspeito manuseou a arma na frente da equipe de limpeza, após deixar cair o carregador e recolocá-lo. Depois de efetuar os disparos, entrou em seu veículo elétrico e fugiu do local.

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A viúva enfatizou que a morte do marido não pode ser em vão: “Isso não pode ficar assim. Tem que haver uma mudança. Tem que haver justiça, sabe?”.

Ela também fez um apelo por respeito aos trabalhadores da limpeza urbana: “Eu estou aqui por ele, por essa categoria, que luta muito para fazer o trabalho deles com excelência; eu estou aqui para dizer: a gente quer justiça e respeito por essa categoria”.

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