A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou investigação sobre possível intoxicação por metanol que teria causado a hospitalização do rapper Hungria Hip Hop. O artista, cujo nome verdadeiro é Gustavo da Hungria Neves, foi internado nesta quinta-feira (2) no Hospital DF Star, em Brasília, apresentando sintomas característicos de envenenamento.

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Equipes da PCDF serão enviadas ao hospital para colher depoimentos de médicos, familiares e do próprio cantor de 34 anos. As autoridades tratam o caso como prioritário, especialmente após casos semelhantes registrados recentemente em São Paulo que resultaram em mortes.
O quadro clínico apresentado pelo artista ao dar entrada na unidade de saúde incluiu forte dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica. Esses sintomas são típicos de intoxicação por metanol, substância tóxica que pode ser encontrada em bebidas adulteradas.
Apesar da gravidade inicial, a assessoria do rapper informou que ele está fora de perigo imediato, mas permanece sob monitoramento médico intensivo. A causa exata da intoxicação ainda está sendo investigada pelos médicos.
A Secretaria de Saúde do DF não registrou outros casos semelhantes na capital até o momento. A investigação busca determinar onde e quando o artista consumiu a possível bebida contaminada.
Por orientação médica, todos os shows programados para o fim de semana foram cancelados, incluindo a apresentação que aconteceria nesta sexta-feira (3/10) em Ribeirão das Neves, Minas Gerais.
“É um momento delicado, mas reforçamos que o artista está estável e recebendo todos os cuidados necessários. Agradecemos o apoio dos fãs, da imprensa e dos parceiros”, afirma a nota oficial divulgada pela assessoria do cantor.
A PCDF pretende verificar se houve adulteração intencional ou acidental da bebida consumida pelo rapper, seguindo protocolo similar ao adotado nos casos de São Paulo, onde o consumo de bebidas contaminadas com metanol causou vítimas fatais.