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INÉDITO

Microrreator nuclear será instalado pela primeira vez no Brasil e energia vai abastecer até data centers; saiba onde

Equipamento compacto brasileiro é projetado para ser operado por mais de 10 anos sem precisar de reabastecimento

Publicado em: 23/12/2025 às 10h:22 Última atualização: 23/12/2025 às 10h:24
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O Brasil terá energia nuclear vinda de um equipamento compacto, capaz de ser operado de maneira remota. Pela primeira vez, um microrreator será instalado em território brasileiro e a eletricidade será usada em pequenas cidades, data centers e mais. O financiamento para a novidade será de R$ 50 milhões.

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Ilustração de um microrreator nuclear  | abc+



Ilustração de um microrreator nuclear

Foto: Cnen/Divulgação

A unidade crítica, onde o microrreator será instalado, vai ficar no Instituto de Engenharia Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), na cidade do Rio de Janeiro. O equipamento é uma solução para fornecer eletricidade limpa, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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Em um primeiro momento, o microrreator nuclear vai operar em uma potência considerada muito baixa, na escala de 100W (Watt), conforme o ministério. No entanto, isso é o suficiente para sustentar a reação nuclear em cadeia, de forma controlada.

Mas isso não deve acontecer logo. A expectativa é que o equipamento esteja pronto para uso apenas em 2033, a partir do licenciamento para a construção.

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Conforme as Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), esse modelo tecnológico brasileiro está sendo projetado para ser operado e monitorado de forma remota por mais de 10 anos, sem a necessidade de reabastecimento.

Além das pequenas cidades e data centers, o equipamento irá prover energia elétrica para plataformas de petróleo afastadas da costa (offshore) e bases militares. Ele também irá abastecer diversos segmentos industriais, como metalurgia, alimentícia, química, têxtil, de produtos minerais não metálicos.

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Próximos passos

O objetivo é que os próximos microrreatores nucleares, desenvolvidos na unidade, gerem eletricidade em cidades com menos de 20 mil habitantes. Dos municípios, cerca de 68% têm condições para receber energia pelo equipamento, o que impacta a vida de 30 milhões de brasileiros.

E por serem compactos, eles podem ser levados para regiões de difícil acesso, atendendo a comunidades ribeirinhas e as que estão em áreas de mata.

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Trabalho em equipe

A partir do licenciamento para a construção, que aconteceu há poucos dias, a expectativa é que o primeiro microrreator nuclear esteja pronto para entrar em operação no Brasil até 2033.

O processo começou em 15 de dezembro e 13 parceiros institucionais fizeram parte para que se concretizasse. Dentre eles, parceiros do setor privado, instituições científicas e universidades.

Do valor total de financiamento, R$ 30 milhões são do MCTI, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 20 milhões da empresa privada Diamante Energia.

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O projeto foi aprovado em março de 2025 para apoio financeiro pela Finep por meio do programa “Finep Mais Inovação – Energias Renováveis/Sustentáveis”. No entanto, o processo começou apenas em 15 de dezembro. Ao todo, o empreendimento envolve 13 parceiros institucionais, entre setor privado, instituições científicas, universidades e mais.

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Ele é liderado pelas empresas privadas Diamante Energia e Terminus P&D em Energia e pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), contando com a participação destacada do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/Cnen) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/Cnen).

Também integram a parceria a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do ABC (Ufabc), a Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Diretoria de Desenvolvimento Nuclear da Marinha (DDNM) e o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

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