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CONFLITO

MORTA POR SÍNDICO: O histórico de brigas que terminou no assassinato de corretora

Daiane Alves de Souza e Cléber Rosa de Oliveira tinham inúmeros conflitos; corpo foi encontrado após 40 dias do crime

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Publicado em: 29/01/2026 às 10h:06 Última atualização: 29/01/2026 às 10h:07
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O assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi motivado por um longo histórico de conflitos com o síndico do condomínio onde ela morava em Caldas Novas, Goiás.

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Cléber Rosa de Oliveira confessou à Polícia Civil ter matado a corretora, que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025.

Última vez que Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista foi nas câmeras do elevador, em 17 de dezembro | abc+



Última vez que Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista foi nas câmeras do elevador, em 17 de dezembro

Foto: Reprodução

O corpo da vítima foi encontrado na quarta-feira (28) em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, aproximadamente a 15 quilômetros da cidade.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o crime ocorreu no subsolo do prédio, quando Daiane desceu para verificar um corte de energia em seu apartamento.

As câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador com o celular em mãos, filmando o trajeto. No entanto, a área dos disjuntores, onde teria ocorrido o ataque, não possui cobertura do sistema de vigilância.

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De acordo com o delegado André Luiz, os desentendimentos entre vítima e assassino começaram quando o síndico perdeu a administração de seis apartamentos da família de Daiane, cuja gestão foi transferida para a própria corretora. “Desde então, houve uma série de conflitos. Ele foi denunciado por perseguição”, afirmou o delegado durante coletiva de imprensa.

Em abril de 2025, a situação se agravou quando Daiane registrou boletim de ocorrência por violação de domicílio contra Cléber. Ela o acusou de entrar em seu apartamento sem autorização, após receber mensagens indicativas da invasão. O síndico admitiu ter entrado no imóvel, alegando que pretendia filmar e comprovar a suposta atividade irregular de marcenaria.

No início de 2025, a administração do condomínio havia notificado a família da corretora, acusando-a de utilizar o apartamento como marcenaria, o que violaria regras internas. A administração exigiu a retirada de máquinas e materiais em 72 horas, sob ameaça de multa. Daiane sempre negou essa acusação, afirmando que apenas montava eventualmente móveis próprios.

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Em agosto do mesmo ano, uma assembleia extraordinária convocada pelo síndico listou 19 acusações contra a corretora, incluindo exercício irregular da profissão, constrangimento a funcionários e ameaças a moradores. Na ocasião, os condôminos votaram pela expulsão de Daiane, estabelecendo prazo de 12 horas para sua saída e determinando distância mínima de 100 metros da recepção.

As imagens de segurança mostram o veículo do síndico saindo do prédio com a capota fechada e retornando aproximadamente 40 minutos depois com a capota aberta. A polícia não divulgou detalhes sobre como o corpo foi transportado até o local onde foi encontrado.

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Além do homicídio confessado, Cléber responde a pelo menos 12 processos envolvendo a vítima. O Ministério Público de Goiás também o denunciou por perseguição (stalking) com agravante de abuso de função.

Após o crime, Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, foi detido sob suspeita de auxiliar na obstrução das investigações.

O caso seguirá para as próximas etapas do processo judicial, com o síndico respondendo pelo homicídio confessado e pelas demais acusações relacionadas aos conflitos anteriores com a vítima.

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Veja vídeo do caso

Corretora foi morta no subsolo após atrito com síndico, diz polícia
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