A megaoperação deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro, na terça-feira (28), contra a facção Comando Vermelho, teve repercussão internacional por conta das dezenas de mortes.
Oficialmente, são 64 óbitos incluindo quatro policiais, mas os números finais devem passar de 100. Outros países e entidades internacionais também se manifestaram diante do alto nível de letalidade.
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A ONU (Organização das Nações Unidas) fez um post, no fim da noite de ontem, em seu perfil na rede X (antigo Twitter), onde escreveu: Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais.
Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. Relembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes.
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O jornal inglês The Guardian publicou matéria com o título: Brasil: ao menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a batidas policiais.
A seguir, a publicação escreveu: A operação a mais letal da história do Rio começou de madrugada e teve intensa troca de tiros nos arredores das favelas do Alemão e Penha, onde moram cerca de 300 mil pessoas. E complementou: Fotos terríveis com alguns dos jovens homens mortos se espalharam pelas redes sociais.
Tiroteios

Foto: Agência Brasil
O espanhol El País cravou em sua reportagem sobre a operação que o Rio de Janeiro vive uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios por uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais letal da história da cidade brasileira.
O Le Figaro, importante jornal da França, relata em sua reportagem que há muita contestação sobre a eficácia destas operações policiais de grande porte no Rio de Janeiro, no entanto, elas são comuns na cidade.
O New York Times chamou a ação policial de a mais mortal da história do Rio, com quatro policiais mortos e, ao menos, 60 pessoas mortas. Foi um ataque aos narcoterroristas, disse o governador do estado.
O periódico argentino Clarín reproduziu o post de um brasileiro e estampou em seu site: não é Gaza, é o Rio.
O número oficial de mortos deve aumentar nas próximas horas desta quarta-feira (29). Já há mais de 50 corpos entregues às autoridades pela população local.