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ESTELIONATO

Mulher de 37 anos que se passava por criança para aplicar golpes é denunciada, mas processo é suspenso; entenda

Além de falsa identidade, mulher é denunciada por estelionato após se passar por criança e ser acolhida por família

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 10/06/2026 às 09h:56 Última atualização: 10/06/2026 às 10h:06
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A farsa de uma mulher de 37 anos que fingia ser uma criança de 11 anos para enganar casais virou caso de Justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou formalmente a acusada pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

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Mulher de 37 anos que se passava por criança de 11 anos | abc+



Mulher de 37 anos que se passava por criança de 11 anos

Foto: Redes sociais

A denúncia foi recebida pelo Judiciário na tarde de terça-feira (9), transformando a investigada em ré na ação penal. O foco do MPSC com a denúncia é garantir a condenação da mulher, que é acusada de criar um esquema elaborado de manipulação emocional para obter vantagens materiais em Joinville.

O esquema e a manipulação emocional

De acordo com a ação narrada pela promotora de Justiça Viviane Soares, responsável pelo caso, a acusada criou a identidade fictícia de Gabriele Ferreira dos Santos. Fingindo ser uma menor de idade, ela conseguiu ser acolhida pelas vítimas, que passaram a custear integralmente a sua subsistência entre fevereiro de 2025 e junho de 2026.

Durante esse período, o casal arcou com gastos de moradia, alimentação, transporte, comemoração de aniversário e até canetas emagrecedoras.

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Para dar credibilidade à história e sensibilizar as vítimas, a ré utilizava uma narrativa de graves abusos, alegando sofrer maus-tratos por parte de familiares e exploração. O Ministério Público aponta que ela adotou comportamentos totalmente compatíveis com a infância, utilizando fala infantilizada, objetos típicos de crianças e simulando crises emocionais frequentes.

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A promotora ressaltou a gravidade da conduta atribuída à denunciada e reforçou a necessidade de punição. “Os elementos colhidos indicam um esquema elaborado de fraude, com a criação de uma identidade fictícia e a manipulação emocional das vítimas para obtenção de vantagens indevidas, o que demanda a devida responsabilização criminal”, afirmou a promotora.

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Histórico de atuação em várias cidades

A denúncia do Ministério Público baseia-se em investigações que demonstram que o caso de Joinville não foi um fato isolado. De acordo com o auto de prisão em flagrante e as informações do inquérito policial, a acusada já teria adotado condutas similares em diversas outras cidades e estados do país.

O histórico aponta passagens por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Em Santa Catarina, além de Joinville, ela já atuou em Florianópolis e na cidade de Chapecó, onde inclusive já responde a uma ação penal por fatos semelhantes.

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Avaliação da sanidade mental e suspensão do processo

Paralelamente ao andamento da denúncia, uma decisão judicial determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar a real condição psicológica da investigada, que foi presa em flagrante.

A medida atende a um pedido apresentado pela defesa e prevê a realização de um exame médico pericial para verificar se a mulher tinha capacidade de responder pelos próprios atos no período em que os crimes foram cometidos.

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A instauração desse incidente surge como uma etapa paralela e crucial para o desfecho do caso. Se o laudo médico constatar que a ré não tinha plena capacidade de entendimento ou de autodeterminação na época dos fatos, o resultado influenciará diretamente os rumos da ação penal, abrindo a possibilidade de aplicação de uma medida de segurança em vez de uma pena de prisão tradicional.

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Enquanto a Justiça aguarda a realização do exame e a entrega do laudo oficial, o processo principal da ação penal ficará suspenso.

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