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REFLEXOS DA GUERRA

Não há risco de faltar combustível, mas há "criminosa especulação" sobre preços, diz ministro

Tema foi abordado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após discussão sobre os impactos diretos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira

Publicado em: 11/03/2026 às 15h:57 Última atualização: 11/03/2026 às 15h:57
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (11) que não há qualquer risco de desabastecimento de combustíveis, embora seja possível verificar uma “criminosa especulação” sobre os preços, segundo ele. O tema foi abordado após discussão sobre os impactos diretos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira.

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Não há risco de faltar combustível, mas há “criminosa especulação” sobre preços, diz ministro

Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas

“Não tem possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina. O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações, vamos envolver a Polícia Federal”, declarou o ministro após questionado por jornalistas.

Além de citar a fiscalização rigorosa” para evitar preços abusivos de combustíveis, Alexandre Silveira também voltou a criticar o governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia.

Silveira disse ainda que há intenção do governo em voltar a ter atuação estatal no setor de distribuição. “Nós, hoje, teríamos condição de garantir o abastecimento a preços ainda melhores para o consumidor de gasolina, de diesel e até de gás natural. Mas, infelizmente, o governo anterior era um governo entreguista, que fez muito mal ao Brasil, vendeu a BR Distribuidora. Há uma grande intenção nossa de voltar ao setor de distribuição nacional”, declarou.

Apesar de mencionar que a Petrobras deveria voltar para esse setor, Silveira disse que há uma cláusula que inibe esse possível direcionamento, no momento. “Tem uma cláusula até 2027, me parece. Mas é fundamental que a gente volte”, afirmou.

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