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Nissan promete trazer novos carros desenvolvidos na China para o Brasil; saiba quais

Fabricante sofre com a concorrência chinesa e admite que passa por crise em território brasileiro

Publicado em: 16/04/2026 às 16h:08 Última atualização: 16/04/2026 às 16h:09
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A Nissan vive momento delicado em âmbito global, mas a situação no Brasil requer atenção especial. Embora tenha emplacado 77.808 mil veículos em nosso mercado em 2025, a fabricante sofre com a concorrência chinesa e admite que passa por crise no país.

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Nissan admite dificuldades e vai trazer mais carros desenvolvidos na China para o Brasil | abc+



Nissan admite dificuldades e vai trazer mais carros desenvolvidos na China para o Brasil

Foto: Marco Antonio Teixeira

“Estamos tendo dificuldades no Brasil”, fez um mea culpa Ivan Espinosa, CEO global da Nissan, durante entrevista concedida em Yokohama, no Japão. O executivo ressaltou ainda que, por ora, a empresa quer surfar a onda de Kicks e Kait para obter melhor resultado e já prepara terreno para novos produtos – como N7 e Frontier híbrida.

Os dois modelos foram desenvolvidos na China por meio da parceria que a Nissan tem com a Dongfeng. E não serão os primeiros nem os últimos que a fabricante nipônica lançará no Brasil com DNA parecido.

“Teremos mais produtos desenvolvidos na China no mercado brasileiro [o NX8 é uma das possibilidades]. Temos problemas para enfrentar as montadoras de origem chinesa, muito agressivas em regiões como o Brasil. Portanto, vamos utilizar armas parecidas”, pontuou o executivo.

Espinosa comentou, porém, que tal estratégia pode ser um tiro no pé se levarmos em consideração a produção local. “Não é o ideal, mas temos que lidar com esse cenário para recuperar forças no Brasil”, comentou.

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O combate de fogo contra fogo com as montadoras chinesas não é um movimento inédito. Fabricantes tradicionais como Stellantis, Chevrolet e Volkswagen já vendem (ou pretendem comercializar) produtos do país asiático em nosso mercado.

Para completar, o CEO global da Nissan disse ainda que o sucesso da companhia em nosso país passa pelas mãos de Christian Meunier – chairman para as Américas. Meunier foi presidente da montadora para o Brasil entre 2009 e 2012 e viu a companhia passar de menos de 1% de market share para 3,2% à época de sua saída.

Desde então, a fabricante oscilou e chegou a um patamar de estagnação. A Nissan fechou 2025 participação de 3% se levarmos em consideração automóveis e comerciais leves. Foi ultrapassada com certa facilidade, por exemplo, pela BYD, que teve 112.814 unidades licenciadas no país no ano passado, com share de 4,4%.

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Com os produtos de origem chinesa e também com a eletrificação por meio de veículos com a tecnologia e-Power ou com autonomia estendida, a Nissan pretende ampliar e renovar em 40% seu portfólio no Brasil até 2027. Desse modo, pretende aumentar as vendas e segurar o ímpeto de BYD, GWM e outras tantas fabricantes que invadiram o país nos últimos anos.

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