Aumento nas chances de ciclones e chuva. Essa é a previsão da MetSul Meteorologia para o final de setembro no Brasil, principalmente na região Sul, com a influência da Oscilação Madden-Julian (OMJ). Enquanto isso, na América do Norte, há um maior risco de furacões.
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Foto: MetSul Meteorologia/Reprodução
Na América do Norte, a temporada de ciclones tropicais (furacões) começou em 1º de julho. No entanto, o momento tem sido de subsidência, conforme a MetSul. Isso porque o movimento descendente do ar faz com que ela seja menos ativa até agora. Mas a OMJ promete impactar isso significativamente.
Ela causará uma reação em cadeia, determinando um padrão de movimento ascendente do ar, chamado de convecção. Na América do Sul, isso vai aumentar a instabilidade atmosférica, trazendo mais chuvas para o Brasil.
Enquanto a Oscilação Madden-Julian aumenta a chance de furacões no Atlântico Norte, ela eleva o risco de ciclones extratropicais na América do Sul. Segundo os meteorologistas, “não haverá surpresa se houver mais um ciclone impactando o Sul do Brasil até o fim do mês”.
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Chuva nos últimos dez dias de setembro
Os últimos dez dias de setembro serão de instabilidade em praticamente todo o Brasil por conta da Oscilação Madden-Julian. Nos locais que enfrentam seca e escassez desde julho até o momento, a previsão da MetSul é que chova de forma irregular ou em pancadas, com a possibilidade de tempestades e nuvens de poeira.
Já no Sul do País, o aumento da instabilidade trará ainda mais chuva na segunda metade do mês. Ainda, há a possibilidade de altos volumes para os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, principalmente dos dias 19 a 27 de setembro.
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O que é Oscilação Madden-Julian
A Oscilação Madden-Julian é um dos principais modos de variabilidade da atmosfera tropical no clima, que atua em períodos de 30 a 60 dias. Ela recebe esse nome em homenagem aos meteorologistas Roland Madden e Paul Julian, que identificaram a oscilação nos anos 1970.
Essa onda atmosférica, que se propaga de Oeste para Leste na faixa equatorial, é caracterizada por “pulsos de nebulosidade” e chuvas pelo mundo. Se uma fase ativa passar por uma região, a tendência é que mais nuvens se formem e aumente a precipitação.