O que você faz quando quer um passatempo? Para uma mulher no Paraná, Sul do Brasil, o crochê foi o hobby escolhido para continuar a fazer enquanto passava por uma cirurgia no para retirar um tumor no cérebro. [Assista ao vídeo no final da matéria]

Foto: Reprodução
O caso aconteceu no final de dezembro de 2025, no Hospital do Câncer Uopeccan. A cirurgia foi feita na área do cérebro que é responsável pela fala e pelos movimentos.
“Em cirurgias como essa, a paciente permanece acordada em momentos específicos para que a equipe possa avaliar, em tempo real, funções importantes durante a retirada do tumor”, afirma o hospital.
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“Essa é uma das cirurgias mais modernas e complexas dentro da realização do cuidado com os pacientes com tumores cerebrais”, explica o neurocirurgião oncológico Bruno Amorim, que é chefe do serviço de neurocirurgia do Uopeccan de Cascavel.
Esse método é recomendado quando o tumor está em uma área mais sensível no cérebro, ajudando a testar respostas durante o procedimento e a preservar as funções essenciais.
O hospital reitera que, “apesar de gerar curiosidade, o processo é confortável para o paciente, já que o cérebro não possui terminações nervosas relacionadas à dor e todas as estruturas sensíveis recebem anestesia adequada.”
Crochê e conversa
O neurocirurgião explica que as regiões do cérebro da paciente foram mapeadas para entender qual parte realizada cada função, durante o procedimento. “Isso nos permite a retirada desse tumor de forma segura”, afirma.
E as funções da paciente também foram testadas durante a cirurgia, para ter certeza que nada foi afetado pela retirada do tumor. No vídeo que viralizou nas redes sociais, ela aparece deitada em uma maca, fazendo crochê e conversando com a equipe médica, enquanto o procedimento é feito.
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Segundo o Uopeccan, é comum identificar se um paciente tem algum hobby que possa ajudar na avaliação. Enquanto alguns tocam instrumentos ou desenham, a mulher decidiu fazer crochê.
A atividade, junto com com perguntas e comandos verbais, permitiram à equipe observar a fala, a compreensão e a coordenação motora, enquanto o procedimento acontecia.
Liderada pelo doutor Bruno Amorim, anestesistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, instrumentistas e toda a equipe envolvida no centro cirúrgico.