Uma pane técnica no sistema de controle de tráfego aéreo paralisou por mais de uma hora as operações nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos nesta quinta-feira (9).
A falha afetou a região metropolitana de São Paulo e impediu pousos e decolagens nos dois terminais. Voos com destino à capital paulista retornaram para os aeroportos de origem.

Foto: Igor Müller/GES-Especial
A Força Aérea Brasileira investiga as causas da interrupção no controle de tráfego aéreo da região de São Paulo (TMA-SP).
A concessionária Aena, responsável por Congonhas, confirmou que o problema não tem origem nos aeroportos. Conforme informações do Estadão, a pista de Congonhas permaneceu vazia durante a manhã.
Passageiros que utilizam os dois terminais foram os principais afetados pela paralisação. As companhias aéreas que operam em Congonhas e Guarulhos também enfrentaram impactos em suas operações.
Congonhas movimenta 70 mil passageiros por dia. As operações no aeroporto acontecem a cada um minuto e meio. Congonhas e Guarulhos estão entre os cinco maiores aeroportos do mundo.
Retomada dos voos
Segundo o Estadão, os voos ficaram suspensos por mais de uma hora. Em Congonhas, a operação começou a ser retomada por volta das 10h09. Já em Cumbica, a operação foi retomada parcialmente por volta das 10h24.
O que diz a FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o problema técnico que causou a interrupção do espaço aéreo do Estado de São Paulo será analisado pelo Departamento de Controle de Espaço Aéreo (DCEA).
Segundo a FAB, por causa do problema, as aeronaves com destino a São Paulo “foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo.”
O que diz a Anac
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que ainda avalia o impacto do fechamento do espaço aéreo de São Paulo nos demais aeroportos do Brasil.
Segundo a agência reguladora, o trabalho previsto no protocolo de pré-crise foi acionado e está concentrado em estimar as empresas aéreas e rotas afetadas, bem como o potencial de passageiros impactados.
“Acompanhamos o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha”, afirmou por meio de nota.
A Anac não descartou a adoção de novas medidas emergenciais a depender da evolução do caso. “A agência avaliará a necessidade de outras medidas.”