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PF decide rejeitar proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro

Polícia Federal considerou que as informações apresentadas não eram inéditas e não justificavam a assinatura do acordo

Publicado em: 21/05/2026 às 09h:41 Última atualização: 21/05/2026 às 09h:42
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A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (20) que rejeitou a proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

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A PF considerou que as informações apresentadas pelo banqueiro não eram inéditas e não justificavam a assinatura do acordo.

Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para superintendência da PF | abc+



Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para superintendência da PF

Foto: Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR), entretanto, ainda não comunicou a sua decisão. A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem avaliado que é possível pedir complementos à proposta de delação para verificar se seria possível a assinatura do acordo.

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Com isso, a defesa do banqueiro deve buscar um caminho para prosseguir com as negociações com Gonet após a rejeição da PF.

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Preso no início de março por ordem do ministro André Mendonça, Vorcaro começou a negociar um acordo de delação em 19 de março. Após cerca de 45 dias de trabalho, sua defesa entregou aos investigadores uma proposta de colaboração.

Como mostrou o Estadão, os investigadores tinham adotado critérios rígidos na análise da delação do banqueiro e diziam que deveria apresentar provas além do que já havia sido encontrado no próprio celular dele.

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Entretanto, a proposta entregue foi considerada insuficiente pelos investigadores da PF e da PGR. A avaliação foi de que Vorcaro fez uma delação seletiva e não contou tudo o que sabia sobre personagens relevantes.

Após a entrega da delação, a PF deflagrou duas novas fases da Operação Compliance Zero que aumentaram a pressão sobre o banqueiro.

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Uma delas foi contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) sob suspeita do pagamento de uma mesada pelo Banco Master – o senador nega as acusações.

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Outra resultou na prisão, na semana passada, do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, sob suspeita de envolvimento no pagamento de um grupo de milícia usado por Vorcaro para atacar adversários.

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